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sexta-feira, 17 de maio de 2013

REFLEXÕES: Espelho da alma

(...) Mirou-lhe e disse-lhe um espelho:
“De um deus herdaste o esplendor,
Portanto acata o meu conselho
E faz de ti teu próprio Amor.”

Enamorado de seu ego,
Porém carente de afeto,
Abraçando feito um cego
Os duros postes de concreto.

A viciosa projeção
De sua sombra em outros vidros
Aniquilou sua razão,
Tornando estéril o seu sentido.

Mas com o tempo vão-se a idade
Do áureo halo que ilumina
E a fugaz notoriedade
Da beleza que fascina.

- Te afogaste em águas fundas,
Já não há uma saída,
Tua imagem agora é turva,
E a solidão é tua sina.

Engenheiro de Pensamentos - Narciso

ESPELHO DA ALMA


Amor, leitora, é - dom de si próprio.

Egoísmo é - a exclusiva preocupação consigo próprio; a desordem que te leva a antepor a satisfação do ser físico à do ser espiritual.

Algumas formas de egoísmo? Ei-las:

1º - Tudo para mim! E a mulher vive para seus vestidos, quer aparecer, ser comentada e apontada. Na vida íntima, quer o prazer, a comodidade, as prerrogativas de esposa, sem os deveres de mãe. Nascem daí as cautelas contra a natureza. Fogem da casa os berços com os filhinhos.

Ciúmes. Suspeitas contínuas, porque a esposa só tem em vista o corpo. A alma vive presa, apesar dos direitos e das ânsias que tem de se expandir numa santa liberdade. Os ciúmes matam a mútua confiança, impedem a certeza das fidelidades prometidas. No lar predominam, então, as cenas violentas, as recriminações, as lágrimas e os escândalos. Por fim, o lar desmorona, abalado pelo divórcio.

3º - Espírito de dominação e absorção... A esposa pouco indaga se a saúde, se os gestos do marido são de acordo com os seus desejos e caprichos de mulher egoista. Como mãe, não educa os filhos para a vida, mas os forma para si própria, para suas vaidades. Quer vê-los sempre ao redor de si; não gosta que eles cresçam, que alarguem as afeições, que escolham um estado de vida, que fundem um lar ou se consagrem a Deus.

Diz sempre: Eu então viverei sem eles, depois de criá-los... para mim?


de As três chamas do lar, do Pe. Geraldo Pires de Souza.



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