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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Oração, atenção à Fé e a Palavra.

A vivência da fé na primeira parte da oração supõe não apenas uma firmeza e uma constância cada vez maior, mas também o silêncio paralelo dos demais pensamentos, do imaginário e das paixões que tendem a movê-los. Este silêncio paralelo não deve ser um privilégio do tempo de oração, mas, no sentido descrito adiante, deve estender-se a todos os momentos da vida. Tanto dentro como fora da oração, este silêncio interior está relacionado com o sacerdócio, o sacrifício e a hóstia de que falam as sentenças das cartas de Santo Antão. De fato, neste sacerdócio de que fala Santo Antão, sacrificam-se aqueles pensamentos que, dispersando a mente, impedem outros maiores e até o próprio exercício da fé.

Este silêncio pressupõe o constante evitar de tudo o que transtorna a alma da oração e da atenção à fé e à Palavra. Neste sentido,devemos entender que há dois gêneros de coisas que podem nos causar transtorno, dos quais só um é prejudicial. São prejudiciais aquelas atividades que distraem nossa atenção estimulam as paixões e com isto causam o descontrole do imaginário.

Não são prejudiciais mas, ao contrário, são benéficas, aquelas atividades que implicam num serviço fundamentado na caridade que não é feito pelo governo das paixões mas motivado por uma necessidade objetiva. Tratam-se, portanto, de atividades governadas pela razão e não pelas paixões. Este segundo tipo de atividade é frequentemente chamado pelos homens de transtorno, mas neste caso elas se constituem num transtorno apenas para o nosso egoísmo ou, quando muito, somente do ponto de vista de um cronograma externo de atividades, e não de um descontrole passional.


 Fonte: http://virgembendita.blogspot.com.br/2013/06/oracao-atencao-fe-e-palavra.html.

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