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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Meditação de Santo Afonso - Sobre a Importância do fim último



MÁXIMAS ETERNAS



Meditações para cada dia da semana

Por
Santo Afonso Maria de Ligório




Atos de preparação às meditações


1. Alma minha reaviva tua Fé, porquanto te achas diante de teu Deus. Adora-O profundamente.
2. Humilha-te aos pés de Deus e peça-Lhe, do fundo do coração, perdão.
3. Procura Luz em Deus por amor de Jesus Cristo. Recomenda-te a Maria Santíssima e aos Santos com uma Ave-Maria, Glória ao Pai, etc.



MEDITAÇÃO PARA SEGUNDA-FEIRA:



 

 



Sobre a Importância do fim último


Considera, homem, o quão importante é o conseguires alcançar tua meta final: importa tudo; porque se o consegues e te salvas, serás para sempre Beato e gozarás de corpo e alma de todos os bens: mas se não o consegues, perderás alma e corpo, paraíso e Deus: serás eternamente mísero, serás para sempre danado. Então este é o negócio de todos os negócios, o único importante, o único necessário: o servir a Deus e salvar-se a alma. Então não diga: Irei satisfazer-me e depois me darei a Deus e espero salvar-me. Esta falsa esperança quantos não mandou para o inferno, os quais assim diziam e agora são danados, e não existe remédio para eles! Qual o danado, que queria realmente danar-se?


Mas Deus amaldiçoa quem peca com esperança no perdão: “Maledictus homo qui peccat in spe”. Tu dizes: Quero fazer este pecado, e depois me confessarei. E quem sabe tu terás este tempo? Quem te dá a certeza de que não morrerás logo após o pecado? Entrementes perdes a graça de Deus. E se não a achas mais? Deus é misericordioso para quem o teme e não para quem o despreza: “Et misericordia eius timentibus eum” (Lc I). Não digas mais que dois ou três pecados dão no mesmo: Não, porque Deus perdoar-te-á dois pecados, mas não três. Deus suporta, mas não para sempre: “In plenitudine peccatorum puniat” (II Mc 5). Quando cheia está a medida Deus não perdoa mais; ou castiga com a morte ou com o abandono do pecador, de maneira que, de pecado em pecado, acabará no inferno, castigo este pior do que a morte. Atenção irmão a isto que agora lês. Acabe com isso, doa-te a Deus. Pense que este é o último aviso que te manda Deus. Basta o quanto já o ofendeste. Basta o tanto que Ele te suportou.

Fica trêmulo ao pensar que ao cometer mais um pecado Deus não mais te perdoará. Presta atenção: “Trata-se da alma e da eternidade. A quantos este pensamento levou para o deserto, para os conventos, para as grutas. Pobre de mim que estou repleto de pecados! Com o coração aflito, a alma pesada, o inferno adquirido, Deus perdido. Ah! Deus meu e Pai meu, ata-me em teu amor”.

Considera como este negócio é de todos o mais descurado. Em tudo pensamos, na salvação nunca. Para tudo achamos tempo, menos para Deus. Fale-se a um mundano para que frequente os sacramentos, que por meia hora ao dia faça orações, responderá: Tenho filhos, netos, posses, tenho mais o que fazer... Ó Deus, e tu não tens alma? chama teus filhos e netos, eles te tirarão do inferno, terão este poder? Você não pode por de acordo Deus e o mundo, paraíso e pecado. A salvação não é negócio que possa ser tratado levianamente; é preciso usar de violência contra si mesmo, é preciso coragem se queres ganhar a coroa imortal. Quantos cristãos se vangloriavam de poder postergar o serviço devido a Deus, e mesmo assim, salvarem-se... Agora estão no inferno! Que rematada loucura, pensar no que logo passa, e tão pouco pensar no que jamais terá fim! Ah cristão, pensa no que já fizeste! Pensa que em breve desalojarás desta terra e irás para a casa da eternidade! Pobre de ti se fores danado! Não terás mais a chance de remediar.

Considera o que vem a seguir e diga: “Tenho uma alma, se a perder perdi tudo: Tenho uma alma, se em troca dela obtiver um mundo de que me servirá? Se me torno um grande homem e perco a minha alma o que me ajuda? Se acumulo riquezas, se aumento o tamanho de minha casa, se faço crescer os meus filhos, nada lhes faltando, se perder a minha alma do que me valerá tudo isso? A que valeram as riquezas, as grandezas, os prazeres, as vaidades a tantos que viveram no mundo e que agora são pó numa fossa e já confinados no inferno? Então, se a alma é minha, se tenho uma alma e a perder, perdê-la-ei para todo o sempre, devo pensar na minha salvação”. Este ponto é muito importante. Trata-se de sermos para sempre felizes ou para sempre infelizes. “Ó meu Deus, confesso e envergonho-me de, até agora, ter vivido como cego, se ter ido para tão longe de Ti e de não ter pensado em salvar esta única, minha alma. Salvai-me, ó Pai, por Jesus Cristo: Alegro-me em tudo perder contanto que não vos perda, meu Deus. Maria, esperança minha, salvai-me com vossa intercessão”.
 



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Resurrexit, sicut dixit, Alleluia!

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