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Pe. Cardozo responde a questões acerca da Modéstia


Rev. Pe. Cardozo, coletamos entre os fiéis interessados algumas questões com relação à modéstia, e gostaríamos que o senhor nos esclarecesse e orientasse quanto a essas dúvidas mais práticas, do dia a dia, que surgem independentemente de a pessoa conhecer a Tradição – e a questão da modéstia – há 10 anos ou há 10 dias.

1. Primeiramente, queria que o senhor comentasse sobre o fato de que, às vezes, a pessoa se preocupa demais com os centímetros que um decote ou uma barra de saia devem ter, mas não dá a devida importância a questões mais relevantes, como a Fé e a sã Doutrina.

Resposta. Sem dúvida, a modéstia tem seu fundamento na sã Doutrina. A seita dos Quakers, e outras seitas protestantes, por exemplo, são muito modestas em seu modo de vestir, mas são hereges. De que vale as mulheres se vestirem como freiras carmelitas e depois terminam no fundo sendo hereges? Ou seja...  

Nota do blog: Nome dado a vários grupos religiosos com origem comum num movimento protestante criado em 1652 pelo inglês George Fox. A denominação “Quaker” é chamada de “Quakerismo”, “Sociedade Religiosa dos Amigos”, ou simplesmente “Sociedade dos Amigos” ou “Amigos”; Richard Nixon, ex-presidente norte-americano era um quaker.
Por isso que a mim me interessa mais que as pessoas se aprofundem no estudo da doutrina, que estudem mais as Sagradas Escrituras, o Catecismo etc., e a modéstia se dará como uma consequência lógica do viver de forma cristã. 


Paradas no tempo...

Se fosse para sermos anacrônicos
deveríamos voltar bem no tempo
e nos vestirmos de Maria e José...
2. Em que consiste a modéstia, e qual é a sua importância especialmente nos dias atuais? Posto que não vivemos mais na Idade Média, nem nos anos 50, vemos que, às vezes, a pessoa se veste parecendo uma foto dos anos 40/50. Deus quis que vivêssemos neste tempo atual, não?

Resposta. A modéstia é uma maneira de preservar a alma. Se você tem uma alma pura, sem dúvida que não pode se apresentar como um nudista. É uma questão que se dá instintivamente. Inclusive, entre as crianças se mostra esta modéstia; me refiro às crianças formadas catolicamente, com um mínimo de vida espiritual: elas não gostam de nudez. Então, repito, a modéstia é uma consequência de querer preservar a pureza da alma. Nenhuma pessoa, nem homem, nem mulher, que viva catolicamente, que queira manter sua alma na graça de Deus, vai andar malvestida.

Agora, se o decote ou a barra da saia tem não sei quantos centímetros, isto já é uma questão secundária; mas, sempre, a pessoa católica tende naturalmente à modéstia. Por isso reitero; de nada vale ficar medindo os centímetros da saia e do decote se não tivermos uma boa Doutrina.

3. Com relação à “modéstia interior”, ela é de importância maior que a “exterior”? Por quê? Pois eventualmente se vêm mulheres arrastando a saia no chão, mas não se comportando catolicamente.

Resposta. A modéstia exterior é um reflexo da modéstia interior. Ou seja, a vida interior, se reflete na exterior. Se eu quero aparentar algo que interiormente não sou, pode ser que amanhã saia vestindo uma roupa larguíssima e o corpo todo coberto e, depois, saia por aí fazendo estupidezes. Então, a verdadeira vida interior se manifesta numa modéstia exterior, que não é uma moda de momento, e sim um modo de viver habitual. 



Tem um caso que diz respeito ao tema da modéstia que, para mim, sempre o coloquei como um indicativo, especialmente da modéstia da mulher, o caso da Venerável Teresita González Quevedo (foto ao lado), uma jovem espanhola que está em processo de beatificação. Esta jovem era muito bonita, filha de um embaixador da Espanha, e seu pai gostava de mostrá-la nos atos oficiais, nos bailes de gala etc., e ela não gostava muito; mas, para agradar a seu pai, ela se arrumava e, quando precisava ir aos bailes, ela sempre dizia a si mesma, referindo-se à Santíssima Virgem: “Minha Mãe, que quem me olhe a Ti veja”.

Então, este é o pensamento que deve dirigir completamente o vestir de uma mulher: “Minha Mãe, que quem me olhe a Ti veja”.

Então, é claro! Esta moça não podia se vestir como uma carmelita, e as fotos que há dela mostram uma moça muito bonita etc., mas muito modesta; não havia nada desarrumado em seu porte. Ela morreu em odor de santidade, foi uma grande penitente. Creio que ela tenha sido terciária carmelita e morreu jovem, creio que com 25 ou 26 anos.

Nota do blog: María Teresa González Quevedo. Teresita morreu aos 20 anos, após ingressar no Noviciado das Carmelitas da Caridade. Quando entrou na Congregação Mariana, recebeu a medalha e, segundo o costume, mandou gravar nela a frase: “Minha Mãe, que quem me olhe a Ti veja”. Leia a vida da Venerável Teresita aqui: http://twixar.me/sQY.

4. Alcança méritos perante Deus quem se adorna de forma modesta, mas não cultiva a modéstia interior, e quem o faz apenas em algumas ocasiões? 

 
Resposta. É lógico que Deus conhece o interior das pessoas, e se as pessoas somente têm uma modéstia por aparência (falsa modéstia), isso não tem muito valor. A verdadeira modéstia, entre outras coisas, é algo que emana continuamente, não é somente quando se vai à Missa de domingo, ou quando se reúne com os amiguinhos(as) tradicionalistas. Isto é, (ser modesto) é um modo de ser e de agir contínuo. Cada um de nós deve ser como “luz do mundo”, “sal da Terra”; temos que transmitir o espírito da Cristandade. E, claro, a Cristandade se vestia e vivia com modéstia, em linhas gerais. Então, nós devemos agir desta maneira, não apenas ser modestos nos finais de semana, quando nos encontramos com os amigos da Tradição, mas sempre.

5. Quais as implicações do abandono ou do relaxamento, com relação à modéstia, para as almas que já entendem e tem conhecimento da importância desta virtude, mas, de repente, já se cansaram de “brincar”, ou já não tem mais interesse mesmo?

Resposta. O relaxamento da modéstia, sem dúvidas, está indicando um relaxamento da vida espiritual; ou seja, você não pode relaxar a modéstia se não tiver relaxado antes sua vida espiritual. E isso é evidente em muitos casos, há exemplos de montão; creio que todos nós os conhecemos.
   





Com relação aos trajes


6. Como saber se meus trajes são modestos? Existem regras ditadas pela Santa Igreja?

Resposta. Creio que haja livros e escritos sobre o tema. Soube que existem cartas pastorais a respeito; não poderia dizer assim, tal ou qual, porque no desmando doutrinal que vivemos hoje em dia, este tema da modéstia, repito, não digo que não tenha a sua importância, mas, para mim, passa para um segundo plano, quando há tantos problemas doutrinários para salvar antes do tema da modéstia, porque, reitero, se você passar diante de algum templo protestante, vai ver mulheres bem vestidas e senhores muito bem alinhados, com gravata e tudo mais, mas são hereges.

Nota do blog: Podem baixar alguns documentos da Igreja sobre o tema neste link: 
http://abelhas.pt/Virtudes_femininas/Alguns+documentos+da+Igreja+e+do+clero+sobre+a+mod*c3*a9stia

Esse é meu medo, às vezes; porque vi algumas pessoas tradicionalistas que se vestem muito bem, mas estão ocupadas vendo se a camisa tampa o punho do braço ou não, e por outro lado pensam como liberais, como modernistas. Pessoas que se preocupam com os dois centímetros do decote, mas depois saem defendendo a missa nova, por exemplo.


7. Porque o uso de calças por mulheres não é modesto?

Resposta. A calça é uma peça de roupa que permite ao homem exercer sua função de mantenedor do lar, com seu trabalho etc., é muito mais própria para o homem. Uma mulher com calça, para começar, já se senta de outra maneira. Somente com isso já se percebe que não é próprio para ela, a calça desinibe de alguma maneira a mulher.


Santa Joana d'Arc
em batalha
Eu suponho que Santa Joana d’Arc (imagem acima) vestiu calças para montar a cavalo e sair em combate. São casos excepcionais. Por exemplo, se alguém tem que subir em uma árvore para colher maçãs, sem dúvidas que é preferível que vista uma calça para fazer este tipo de trabalho, mas não se pode, digamos, recomendar o uso da calça como uma coisa habitual para a mulher, sem dúvida.

8. Em quais ocasiões é permitido pela Santa Igreja o uso da calça por mulheres?

Resposta. Eu não sei dizer se há um documento que o diga. Creio quem dita isto é o senso comum: se uma mulher tem que fazer determinados exercícios físicos, subir em alguma árvore para colher algo, enfim... Por exemplo, já me perguntaram sobre as mulheres que trabalham com crianças em creches, que precisam estar sentando e levantando a todo momento, acontece que, às vezes, o próprio fato de sentar-se e de ficar etc. no chão, por exemplo, torna difícil o uso da saia.

Nota do blog: O senso comum é todo um conjunto de conhecimentos e de crenças partilhados por uma comunidade e considerados prudentes, lógicos ou válidos. Trata-se da capacidade natural de julgar os acontecimentos e os eventos de forma razoável. Difere do bom senso porque este vai muito além da capacidade de discernir o certo do errado. Bom senso é “elemento central da conduta ética, uma capacidade virtuosa de achar o meio termo e distinguir a ação correta” (Aristóteles). Ter juízo é ter bom senso.

Também existem calças e calças; ou seja, uma pessoa que tem uma calça mais folgada etc., que não marca a figura (o corpo), penso que pode trabalhar com esta roupa.

Creio que a calça é perfeitamente permitida na área da saúde, da educação, nos trabalhos agrícolas. Penso que é de senso comum.


Exemplo de uniforme
modesto de profissional
da área de saúde
9. Nestes casos em que é permitido o uso de calças pela mulher, existe algum cuidado que a mulher deve observar para guardar minimamente a modéstia? Como, por exemplo, procurar vestir uma camisa ou blusa mais comprida que ajude a não evidenciar tanto o corpo, ou uma calça mais folgada, de modo que a mulher não fique tão exposta?

Resposta. Sim, a mulher tem que guardar sua pureza, sua integridade e etc. O normal é que se cubra, que o traje não marque sua figura, que tenha uma calça mais larga (folgada).

10. Quando a mulher pratica ou precisa praticar algum exercício físico, é permitido o uso da calça legging, juntamente com batas ou blusas compridas, que cubram o quadril?

Nota do blog: Legging é uma calça justa e de malha, própria para atividades físicas.
Resposta. Que ela ouça a sua consciência e o senso comum. Ou seja... reitero: se uma mulher, que é católica, que vive em graça de Deus e que está em uma situação em que tem que praticar uma atividade física, e que, se o fizesse de outra maneira, seria talvez ainda mais imodesto — por exemplo, usar uma saia, e em algum momento a saia voa ou se ergue indevidamente —, se tiver que usar uma calça mais justa, em razão dos movimentos que tenha que fazer, que a use.

É um pouco também o que ocorre com as amazonas, que andam a cavalo. Uma mulher que anda a cavalo me parece bem que tenha uma calça, e que a use como as mulheres as usam nas hípicas. Eu vi, por exemplo, que costumam usar camisas que cubram o quadril, com manga mais comprida, jaquetas e etc.; e, inclusive, quando as vemos montando e depois caminhando com seus cavalos, por exemplo, se vê a mulher modesta e também elegante. Você não se escandaliza de uma mulher amazona: as calças são mais folgadas, precisamente para poder movimentar-se. Volto a Santa Joana d’Arc, que montava com calças; ela não montaria com saias em plena guerra.

Nota do blog: Amazona é o feminino de cavaleiro, aquele que anda a cavalo.

11. É possível usar calças ou shorts por baixo de uma vestimenta que cubra os joelhos, para facilitar o dia a dia?

Resposta. Sim, para facilitar o dia a dia, e também se sentir frio, é possível.

12. É licito usar roupas imodestas como calças, shorts e minissaias e certas blusas por obediência ao gosto do cônjuge?

Resposta. Não. Supõe-se que o marido, entre outras coisas, também tem que ajudar a conservar a pureza e a modéstia da esposa. Se um cônjuge expõe demasiado a sua mulher, está, no mínimo, tentando de “adultério de pensamento” aos que a olham. Então, creio que pode haver certa complacência por parte do esposo, mas bastante limitada; ou seja, ele pode pedir que a mulher use uma roupa que o agrade, mas isto tem um limite, que é o da decência.

13. Bom, é que às vezes a moça não se casou com um rapaz católico/tradicionalista...

Resposta. Bom, suponhamos que se casam, e uma das partes não é tradicionalista, por exemplo, que vai fazer? Já estão casados, não? Então, a mulher terá que tratar de fazer entender um pouco dessas coisas ao marido; e vice-versa, se for o caso contrário. 



clique aqui e aqui para ver como
transformar calças em saias

14.  Com relação às roupas imodestas, devem ser doadas ou jogadas fora?

Resposta. Se não puderem ser reformadas, podem ser usadas como pano de chão ou jogadas fora. Se um católico não pode usar, evidentemente não pode doar para outras pessoas.


15. É possível o homem usar bermudas ou shorts e regatas?

Resposta. Voltamos ao mesmo tema. Lembremo-nos quando os Apóstolos estavam pescando (após a Ressurreição, e Cristo apareceu a eles e lhes falou...), e São João diz a São Pedro “é o Senhor!”, e as Sagradas Escrituras dizem que Pedro se vestiu e se atirou à água (Nota do blog: S. João 21,7), isto não era porque ele estava nu; uma vez que os Hebreus eram pessoas pudicas, certamente ele estava usando algo como um short. Assim, não faz mal que se use um short quando se está pescando, pois não se pode pescar com terno e gravata...

Inclusive, há “shorts” e “shorts”. Dependendo do tecido e do comprimento, certamente há shorts imodestos. O short deve ser folgado, e não deve ser curto (tipo bermuda).

Por outro lado, não é adequado vestir “short” para ir à Missa. Isto se vê normalmente na missa nova, há muitas pessoas que vestem “shorts”, e, por mais que seja um short folgado, não é adequado!

Assim se dá também em um teatro. Não sei como é atualmente, mas em um teatro não se podia entrar sem gravata, ou vestindo “shorts”... Não sei se essas normas continuam atualmente, mas, no Teatro Colón de Buenos Aires, havia essas normas de vestimenta. Creio que atualmente ninguém iria de “short” a um concerto. Depende muito do senso comum também. 

Nota do blog: Atualmente, não há mais manuais de boas maneiras e etiqueta; os mundanos parecem ser alérgicos a tudo que possa ordenar as coisas. Em certos ambientes formais, contudo, não se admitem roupas imodestas ou vulgares. A igreja parece não ser um ambiente formal. O Teatro ainda é. No primeiro dia de um concerto, por exemplo, costuma-se usar traje de gala. Nos outros, parece que não é exigido.


Alguns exemplos
16.  Quando a pessoa ainda está na fase de adequar o vestuário, o que seria melhor? Usar um vestido curto (que ainda tenha em seu guarda-roupa) ou usar uma calça?

Resposta. É o que acabamos de dizer. É seguir o que diz o senso comum. A mulher, naturalmente, por sua própria figura, é atraente para o homem. Exacerbar essa atração através de um vestido já é uma imprudência. Se, usando um vestido curto, ou uma saia curta, por mais que seja saia, ela vai exacerbar essa atração, e se ela tem uma calça que seja mais folgada, é melhor que vista a calça mais folgada, enquanto não providencia roupas modestas.

17. É uma questão de caridade com nosso próximo, nesse caso?

Resposta. Claro! E, se a vestimenta vai ser um estímulo à concupiscência dos outros, sem dúvida que se faz cúmplice dos pecados das outras pessoas.

Já não nos é suficiente ter que fazer penitência por nossos próprios pecados, para que depois tenhamos que fazer penitência pelos pecados dos outros?

18. É possível usar mangas curtas, se o tecido que cobre o busto não for muito justo e não for possível entrever qualquer parte do tórax pelas mangas? 


Resposta. Isso eu deixo a critério das santas mulheres. Não gosto de dar o dígito dos centímetros que uma manga de blusa ou uma barra de saia deva ter, mas, por exemplo, me parece uma barbaridade essa moda da manga que cai (que deixa os ombros à mostra e cobre, relativamente os braços), me parece imodesto.

É o que acontece, por exemplo, se a mulher veste uma blusa que não lhe cobre os ombros, e o comprimento da saia chegue até o chão; não serve para nada isso não é modesto.

Então, enquanto a blusa tenha uma manga, ainda que cubra a metade do braço, por exemplo, e que tape o colo, é o suficiente.

E isso também depende do País em que se vive. Não é o mesmo no Brasil, que às vezes a temperatura mede 40 graus, e na Alemanha, que costuma fazer mais frio e as pessoas se cobrem mais.

19. É modesto mulheres usarem blusas sem manga, que têm apenas uma alça?

Resposta. É o mesmo caso que acabamos de falar. De nada adianta usar uma saia arrastando no chão e uma blusa de alças, é imodesto. Lembrem-se sempre do que dizia Teresita González Quevedo: “Minha Mãe, que quem me olhe a Ti veja”.


20. Sabemos que Deus é Onisciente, Onipresente e Onipotente, e que também na hora de dormir permanecemos na presença de Deus, da Virgem Maria, de seus Santos e de seus Anjos. Para dar maior gloria a Deus, devemos, então, dormir com um traje modesto?

Resposta. Penso, inclusive, que, se a pessoa quer fazer penitência, pode-se cobrir o tanto que quiser. Mas também dependerá da temperatura do ambiente etc. Para descansar, a pessoa tem que estar com o corpo livre, penso eu; ou seja, com roupas folgadas.

Lembremo-nos do senso comum. Por exemplo, como se vestem os doentes em um hospital? Assim, dependendo das circunstâncias, usa-se o que for mais adequado para a situação. Ou seja, não se pode generalizar. Uma pessoa que precisa ser limpa ou trocada de tanto e tanto tempo, precisa vestir algo mais prático, que facilite a limpeza etc.

Trata-se de analisar as circunstâncias e observar sempre o senso comum.

Por isso, repito, sei que há cartas pastorais que falam sobre a modéstia, mas daí que se deem detalhes específicos, não conheço. E por quê? Por que as circunstâncias são muitas. Volto ao caso da querida Santa Joana d’Arc, creio que a acusaram de mil coisas, de bruxa e de não sei quantas coisas, mas nunca a acusaram de imodesta. Oras! Santa Joana d’Arc usava calça, ou seja, não podia montar como as mulheres montavam antigamente — com selas de montaria femininas, montando, assim, de lado. Quando se monta um cavalo, e em uma guerra, não se usam essas montarias femininas...


21. É possível usar pijamas (calças) ou camisolas que não estejam de acordo com o padrão comum de modéstia católica, ou roupas de dormir sem mangas, com decotes, com shorts, em casa, em privado?

Resposta. Em privado, não há o problema de escandalizar o próximo. E, se faz calor, é lícito dormir com mais conforto, por exemplo.

Claro, se a pessoa quiser fazer penitência, ok. Soube que os franciscanos, os verdadeiros franciscanos, dormem usando o próprio hábito, porque é mais grosso etc. Bom, não deixa de ser uma penitência. Perfeito, se alguém quiser fazer alguma penitência, ok. Mas, às vezes, o dormir bem, o descansar bem, com uma roupa mais folgada, também está tudo bem.  


Não vejo pecado no fato de alguém descansar bem para poder trabalhar melhor depois. Se a pessoa consegue dormir com um hábito franciscano, que o faça; e me conte se no dia seguinte estará de bom humor e cumprindo seus deveres.  



Alguns exemplos de saias

O cuidado com o tipo de
tecido e a cor também
é necessário
22. É certo usar as roupas modestas quando estiver fora de casa, e roupas imodestas dentro de casa? Ou seja, em casa me visto de um modo e na rua de outro?

Resposta. Se a pessoa é imodesta dentro de casa, o mais fácil é que um dia acabe sendo imodesta fora de casa também. Na casa dependerá, por exemplo, se as pessoas são todas mulheres. Mas o que aconteceria se alguém chegasse na casa, se tocassem a campainha? Como fariam para atender? Entende?

Ser católico é um modo de vida. Não é uma fantasia que se usa apenas aos domingos.


23. Atualmente o uso a renda na moda e na propaganda em geral é muito sensualizado; isso pode ser um perigo para a imaginação, particularmente do homem?

Resposta. Depende de onde irá usar a renda, em que parte do corpo irá usar a renda. Se a renda é um detalhe do vestido, por exemplo no braço, não creio que alguém terá tentações escabrosas ao ver um braço sob uma renda. Talvez existam maníacos sexuais que, sim... Mas, claro que o maníaco sexual pode ser atraído por qualquer outra coisa. Repito, é tudo uma questão de senso comum.

Tudo é modesto conquanto se cumpra o: “Minha Mãe, que quem me olhe a Ti veja”!, ponto. Creio que essa é a grande jaculatória que se deve repetir a mulher.

24. É que normalmente esses vestidos tem um forro que cobre a transparência da renda...

Resposta. Bem, então, se o vestido não tiver um forro que cubra a transparência do tórax até os joelhos, me parece que não é modesto. Creio que qualquer um pode dar-se conta disto.

25. Uma mulher tradicionalista tem um tempo determinado para adaptar seu vestuário?

Resposta. Eu penso que o tempo determinado dependerá do grau de assimilação que tenha da necessidade de uma vida cristã completa. Tem pessoas que são mais inteligentes e aceitam isso e assimila muito mais rápido, e outras que são um pouco mais superficiais e que não dão tanta importância a essas coisas, enfim... Dependerá do grau de conhecimento que se tenha do problema


  


26. É importante cuidar e ensinar a modéstia às crianças?

Resposta. Sim, é importante que se cuide da modéstia das crianças; e, sobretudo, também, hoje em dia, do problema da ideologia de gêneros. É preciso fazer uma distinção clara das roupas que usam os meninos e das roupas que usam as meninas.

Você se dá conta de como as almas percebem a modéstia, a pureza. As crianças percebem isso. Penso que especialmente se deve cuidar a partir dos 4 ou 5 anos.  





A distinção desde cedo.
Não só pela calça e pela saia,
mas sempre que possível
pelas cores também.


27. Isso também facilitaria para a vida adulta deles?

Resposta. Lógico, se uma menininha, desde pequena, se acostuma a saias que lhe cubram os joelhos, por exemplo, é normal que quando cresça isto seja visto naturalmente.

Outra coisa importante é que a menina irá observar e imitar a mãe. Se a mãe se veste mal, a menina vai questionar a modéstia no vestir, o uso das saias




As crianças se movem pelo exemplo dos mais velhos. Não observam apenas a modéstia nas mulheres, mas nos homens também





 

Com relação aos acessórios, enfeites e etc.

28. Devemos nos enfeitar de forma modesta, em primeiro lugar, para dar a Deus maior Gloria e, em segundo lugar, para evitar o pecado de outrem; sendo assim, quando não houver pessoas por perto, posso me vestir imodestamente?

Resposta. É que, voltamos ao mesmo ponto: como está a sua vida interior? Sua vida interior está lhe mostrando que Deus o está vendo, que você está na presença do seu próprio Anjo da Guarda etc.

Vestir com imodéstia, salvo que esteja no seu quarto... e que ninguém o veja... ou que faça muito calor... ou seja... pode. Caso contrário, a pessoa normalmente sempre deve estar coberta.

Contudo, não há concessões com relação a estar ou não sozinho, porque estamos sempre na presença de Deus. Então, uma pessoa que vive na presença de Deus nem cogita essas coisas.  



   
29. É lícito o uso de maquiagem? Seria imodesto usar maquiagem de cor vibrante (batons, sombras para olhos etc.)?

Resposta. Eu creio que não tem que exagerar no tema. É o que acontece se, por exemplo, a mulher tem um defeito ou uma cicatriz e usa a maquiagem para disfarçar a cicatriz etc., me parece ótimo. Ou seja, enquanto não seja um palhaço, não seja uma coisa que todo mundo repare na maquiagem que usou, me parece normal que use.

Em alguns casos é até um ato de caridade. Por exemplo, uma pessoa que não é bonita e usa a maquiagem para se arrumar um pouco, está bem. Qual é o problema? Ou, por exemplo, uma mulher que não é feminina — que inclusive tenha feições masculinas, isto acontece —, me parece ótimo que se maquie, que marque sua feminilidade de alguma maneira.

Tem que ver com que intenção está fazendo isto, também as circunstâncias e etc.

Recordem-se sempre que, para que haja pecado, sempre tem que ter uma intenção má. Se você se arruma ou se enfeita, mas com uma simples intenção de estar apresentável, bonita, bem arrumada, está tudo bem.

Imagine! Você não vai aparecer como uma carmelita ou com a cara lavada para ir a uma festa onde todo mundo vai se arrumar e estar bem apresentado, com suas joias e enfeites etc. Não, não é apropriado. Iria chamar mais a atenção do que se arrumasse um pouco.

30. Com relação ao uso do esmalte: usar de cores vibrantes, ou escuras, é imodesto? É possível usar qualquer tipo de esmalte nos pés, ou usar quaisquer enfeites nos pés e tornozelos (como correntinhas, por exemplo)? Isto significaria valorizar aquilo que temos de inferior, denotando tendência ao sensualismo?

Resposta. Sim, valoriza o que temos de inferior. E, ademais, me parece que é um pecado de vaidade pintar as unhas dos pés, colorir e colocar detalhes e florezinhas etc., porque tudo isso exige um tempo. Me parece uma grande perda de tempo. Só de pensar no tempo perdido com isso já me parece, pelo menos, um pecado venial.

A mulher é bela naturalmente; a maquiagem que tenha que usar, eventualmente, que seja o mais semelhante à natureza. Ou seja, se você pinta a unha com um vermelho elétrico que ilumine o quarto, creio que não é apropriado. Tem vermelhos e vermelhos... Também vi pessoas que pintam as unhas de preto, me parece uma coisa horrível e de péssimo gosto.

Mas voltemos ao tema da intenção, e também do sentido estético da pessoa. Tem gente que não tem sentido estético e talvez cometa esses excessos por isso (por mal gosto estético), talvez por moda...

31. O uso de calçados com salto alto é licito?

Resposta. Olha, se uma mulher baixinha, que não mede nem 1,40, se ela for mais feliz usando um salto e aparentando ser mais alta — eu já vi isto acontecer —, qual é o problema?

32.  É porque dizem que o uso do salto sensualiza a mulher, muda seu modo de andar etc.

Resposta. Sempre é preciso analisar a intenção com que se está usando ou fazendo algo.

33. É imodesto o uso de brincos e outros acessórios grandes (colares, pulseiras, anéis)?

Resposta. Lembrem-se sempre: “Minha Mãe, que quem me olhe a Ti veja”.

34. Com relação aos sapatos, é permitido o uso de sandálias (sapatos abertos, que mostrem os dedos, os calcanhares)?

Resposta. Se alguém quiser andar sempre com os pés cobertos, que ande. E, claro, não é apropriado andar descalços em público. Mas não é imodesto usar sandálias, isso me parece um exagero.

Nota do blog: Há uma miríade de santos que usaram sandálias: todos os Santos franciscanos, por exemplo.
35. Com relação ao cabelo, é imodesto colori-lo ou descolori-lo? Existem cores não recomendáveis ou imodestas?

Resposta. O sentido estético é fundamental. Ou seja, se a pessoa pinta seus cabelos de verde é porque tem algum neurônio que não funciona bem, sem dúvida!

Agora, se a mulher quiser pintar para que não se vejam os cabelos grisalhos, não tem nenhum problema. Pode pintar ou fazer mechas, como queira. Claro, que se usem as cores dentro do normal; ou seja, não pintar de verde, rosa, azul, pois, sem dúvida, essas cores chamam muito a atenção, e o mais triste é que chamam a atenção indevidamente, e as pessoas podem, por exemplo, te xingar; ou seja, você pode fazer as pessoas pecarem contra a caridade. Neste caso, já não seria mais um pecado contra a pureza, senão contra a caridade.

36. E com relação ao cabelo masculino?

Resposta. No caso dos cabelos compridos em homens, alguns pode ser que deixem crescer como uma penitência. Eu não suporto cabelos compridos, se eu deixasse cabelos e barba crescerem é porque estaria fazendo uma penitência terrível.

Há outras pessoas nas quais, talvez, o uso do cabelo comprido lhe caia bem.

Enquanto não seja alguma coisa que o obrigue a ter modos femininos... Por exemplo, quando uma mulher tem o cabelo comprido, ela tem um jeito próprio para arrumar o cabelo etc., e isso em um homem, desgraçadamente, também se vê.

E, claro, sem falar no tempo que um homem desperdiça cuidando de um cabelo comprido.
  


Algumas outras dúvidas:


Poderia usar uma saia,
mas "seria talvez ainda mais
imodesto — por exemplo, usar
uma saia, e em algum momento
a saia voa ou se ergue
indevidamente —, se tiver
que usar uma calça mais justa,
em razão dos movimentos que
tenha que fazer, que a use"
.
37. E com relação às academias de ginástica? É perigoso frequentar academias mistas?

Resposta. É recomendável que a mulher opte por frequentar academias só de mulheres. A princípio, deve-se evitar lugares mistos. Igualmente, é possível a mulher praticar natação em uma academia só de mulheres. Não fere a modéstia.

38. Com relação às praias, piscinas e locais similares, sabemos que são locais perigosos, e que devemos fugir das ocasiões de pecar; porém, se precisarmos ir a tal lugar algum dia, como a pessoa deve se vestir e se portar?

Resposta. Lembrar-se sempre da jaculatória: “Minha Mãe, que quem me olhe a Ti veja”. Isso se aplica a tudo.

É possível até usar uma roupa mais fresca e continuar modesta. A modéstia também é comportamento.

39.  É preciso ter cuidado com os locais que frequentamos e as companhias, no sentido de evitar ocasiões de pecar?

Resposta. Lógico. Você não pode se vestir modestamente e ter amigos que são imorais (gays, lésbicas, adúlteros, impudicos e etc.), que frequentam lugares imorais (bares, boates, baladas e etc.). Haveria algo muito errado nisso. Seria muita falta de doutrina e de assimilação do que é ser católico.

Eu não posso entender como pais permitem que seus filhos frequentes lugares imorais. E as pessoas que frequentam esse tipo de lugar sabem muito bem todas as coisas a que se expõem.

40. É possível frequentar festas, mesmo que não se faça nada de errado lá?

Resposta. Como o caso do famoso Jó: ele fazia penitência pelos pecados que se podiam cometer nas festas a que iam suas filhas (Nota do Blog: Jó 1,5). Algo assim, pelo que me lembre. Assim sendo, todas as festas podem ser ocasião de se exceder, em alguma palavra ou alguma vaidade, enfim... É muito difícil, às vezes, evitar ainda que sejam imperfeições. As pessoas as vezes saem um pouco do controle. Ainda mais se há bebidas alcoólicas. E, claro, as bodas de Canaã foram uma festa, não foram? Não creio que estivessem todos sérios, era uma ocasião de alegria.

Eu penso que se pode ir a uma festa catolicamente. Quando se faziam as festas patronais, por exemplo... Sim, as pessoas iam à Missa e depois iam comemorar com alegria, as pessoas tocavam músicas. O homem necessita de bons divertimentos.

41. Com relação, à modéstia em nossas conversações: as conversas indecentes e piadas são pecado ou ocasiões de pecados?

Resposta. Como o próprio nome diz, se a conversa é indecente, não presta.

Com relação às piadas, sempre dependerá da intenção e do teor da piada; se for jocosa, não há nada demais, mas se, na piada, há palavrões ou coisas indecentes, não presta.

42.  Com relação à modéstia no falar: existe no meio masculino uma ideia de que, para demonstrar virilidade, o homem precisa usar um linguajar chulo, grosseiro e até mesmo vulgar; o que o senhor nos aconselha sobre isto?

Resposta. Aconselho ler os Evangelhos. Cristo disse que até por nossas palavras vamos prestar contas no Juízo (Nota do Blog: S. Mateus 12,36-37). Então, seja um homem ou uma mulher, o usar palavras torpes é uma falta de educação, além de falta de espiritualidade (Nota do blog: Efésios 4,29. Só para citar um exemplo). É destruir o idioma, enfim...

O tema da destruição do idioma, o falar “gírias”, enfim, todas as palavras escarnecedoras (zombarias etc.), andar xingando continuamente a mãe dos outros, e falar dessa maneira habitualmente com as pessoas, como uma maneira comum de falar — não no sentido de ofender o próximo —, isso também é um absurdo!

Claro, o dia que você está farto, e tem que insultar, o que vai fazer?

Mas isso mostra também a crise em nível cultural que vivemos. Gente que é culta, que tem formação, mas se comunica de forma chula; acontece muito... E isso é contagioso na sociedade; sobretudo quando são pessoas conhecidas que se comunicam dessa maneira. Parece-me uma degradação em todos os sentidos.

As Sagradas Escrituras dizem que da abundância do coração fala a língua (Nota do blog: S. Mateus 12,34), ou seja, se você, em seu coração tem lixo, vai falar lixo.

43. E, com relação à caridade que devemos ter com nosso irmão que ainda está se adaptando? É visível esta falta de caridade no ambiente da Tradição, pessoas julgando e medindo os centímetros da saia alheia e outras coisas desse tipo...

Resposta. Claro! Acontece que a pessoa deve sempre olhar para si mesma.

Não se meter nessas coisas (de fiscalizar o próximo). Ainda que, por exemplo, a pessoa tenha talvez uma tatuagem ou use uma saia que não seja suficientemente comprida (faltou 1 cm na barra)... Inclusive, deve-se deixar o Sacerdote, ou alguém com alguma autoridade, tratar do problema.  




Às vezes, esses comentários cheios de “boa intenção” acabam espantando as almas de boa vontade.

Se realmente há algo muito escandaloso ou grave, é possível sugerir algo, mas sempre dentro dos limites da caridade, sempre



  

Considerações finais:


Reitero a necessidade de meditar e contemplar a vida de Jesus Cristo, a vida da Santíssima Virgem. Isso leva necessariamente a pessoa a uma modéstia no vestir, no olhar, no falar, no modo de ser. Mas se não conhecemos O que dizemos que amamos (Deus), sem dúvidas vamos terminar amando o que conhecemos: ou seja, o mundo. E, então, vamos ter uma maneira mundana de falar, de agir etc.

Não podemos amar o que não conhecemos. Então, é preciso ler os Evangelhos, ter uma boa Bíblia Católica, e fazer uma leitura meditada da vida de Nosso Senhor e da vida da Virgem; ler algum comentário escrito por um santo; ou ler, por exemplo, as “Glórias de Maria”, de Santo Afonso Maria de Ligório.

Nota do blog: Em português, é recomendada a versão do Padre Matos Soares.

E ter, como uma meditação um pouco contínua: Jesus Cristo, o que Ele faria no meu lugar? A Virgem Santíssima, o que Ela faria no meu lugar? Isso leva a ter um comportamento determinado nesse sentido, pois, onde está teu tesouro lá está teu coração (Nota do blog: S. Mateus 6,21).

Se você ama realmente a Deus, esse amor lhe leva a ter a presença de Deus de uma maneira habitual, de uma maneira contínua. Como uma pessoa que se enamora... Aquele que se enamora está continuamente pensando no ser querido. Então, quem se enamora de Deus, vive pensando em Deus, pensando em conformar-se com Deus, e isso se traduz na vida.

Não será preciso dizer que leia tal ou qual livro sobre a modéstia, isso fluirá naturalmente.

A famosa Judite, do Antigo Testamento, por exemplo, é o caso de uma mulher que se embeleza com um fim? Precisamente, ela se embeleza com um bom propósito: destruir o inimigo. Alguém pode jogar na cara da Judite que se embelezou para algo mau? Não.

Aí se vê que não é possível fixar regras taxativas sobre o tema, as circunstâncias são variadas.

Rev. Pe. Ernesto Cardozo



Nota do blog 1: Caso tenha alguma dúvida que ainda não tenha sido sanada, entre em contato com o blog que levaremos ao Padre para que as responda e publicar aqui, depois, para que possam ser compartilhadas com outras pessoas que também tenham as mesmas dúvidas.


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Nota do blog 2: Seria interessante aprender a costurar para fazer suas próprias roupas e de sua família. Costura à mão ou na máquina. É mais econômico, prático e eficaz cuidar das próprias roupas: seja para fazer a roupa que você deseja, com a devida modéstia, seja para adaptar e reformar aquelas que possam ser usadas com algum retoque; ou as que passam de um filho para o outro. Por vezes, a mulher tem um talento natural para a costura, mas, se não tiver, há cursos grátis e outros que são pagos, de vários preços. Há também vários tipos de cursos, desde os padronizados (P, M, G) aos "sob medida". Procure o que for de sua conveniência e utilidade. Se precisar adquirir uma máquina de costura, há de vários preços, algumas bem econômicas. Pode recorre também a doações (sempre há uma boa alma querendo se desfazer de sua máquina ou apenas querendo ajudar o próximo) ou a máquinas usadas. Se quiser tentar sozinha começar a costurar, sugiro que compre um pano baratinho e teste; me pareceu que as camisas (portanto, também os vestidos, na parte de cima) são as que dão mais trabalho. Eu comprava revistas e tirava o molde sozinha. Consegui umas boas peças. Mas fazer um curso,  penso que seja a maneira mais proveitosa e de menor risco... rsrs de perder tempo e pano! Temos alguns livros de corte e costura de boa qualidade em PDF e imagens. Quem quiser, pode pedir que enviamos por e-mail, gratuitamente. 



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