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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Concidadãos dos santos, familiares de Deus




Os pais cristãos compreenderão, além disso, que não são destinados só a propagar e conservar na terra o gênero humano e não só também a formar quaisquer adoradores do verdadeiro Deus, mas a dar filhos à Igreja, a procriar concidadãos dos santos e familiares de Deus (Ef 2, 19), a fim de que o povo dedicado ao culto do nosso Deus e Salvador cresça cada vez mais, de dia para dia. 

E, embora os cônjuges cristãos, conquanto sejam santificados eles próprios, não possam transmitir a sua santificação aos filhos, porque a geração natural da vida se tornou, ao contrário, caminho de morte, pelo qual passa à prole o pecado original, eles participam, todavia, de algum modo, da condição da primeira união no paraíso terrestre, cabendo-lhes oferecer a sua prole à Igreja, a fim de que esta mãe fecundíssima de filhos de Deus a regenere pela água purificadora do batismo para a justiça sobrenatural e a torne prole de membros de Cristo, participantes da glória, à qual todos aspiramos do íntimo do coração.




CARTA ENCÍCLICA CASTI CONNUBII ACERCA DO MATRIMÔNIO CRISTÃO

DO SANTO PADRE PAPA PIO XI








 
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Sobre o Namoro Católico - Parte 2: O bom namoro e o namoro diabólico





As Duas Faces do Namoro


Pode-se considerar o namoro em duas faces: o primeiro é bom e inspirado por Deus, e que eleva o coração além da aparência cingindo os pensamentos para preparar os cônjuges à responsabilidade do futuro e a cumprir o Sacramento do Matrimônio.

Quanto ao outro é um namoro ilícito e arte diabólica, inventada pelo Inimigo do bem humano para baixar o coração à matéria e ao prazer, dirigindo o pensamento à sensualidade e acabando pelo fracasso da vida.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Mulheres, sejam a força de vossos Maridos






Mulheres, sejam a força de vossos Maridos


Gisele Maria


Cara leitora, “qualquer escrito divinamente inspirado é útil para instruir e para ensinar, a fim de que nos façamos perfeitos, e próprios para todas as boas ações (II. TIM. III 16-17).” As palavras citadas nos livros de instruções acerca do matrimônio têm um sabor particular, uma luz que lhes é própria, uma claridade e doçura que penetram de certo modo, e atraem o coração a se voltar à beleza deste divino Sacramento, de forma tão doce quanto enérgica, mas a nós é necessário a prudência para que não caiamos em extremos. S. Paulo deixa como incumbência às mulheres o governo da casa, o que, por sem dúvida, não é afirmar que a mulher não possa também ser forte e corajosa mediante aos desafios e penúrias que a vida impor, obrigando-lhe a deixar sua incumbência do lar para auxiliar no sustento da família.

Não deve a mulher, de nenhum modo, se tornar um peso para o cônjuge por idealizar o matrimonio como um “conto de fadas”, onde toda incumbência primordial é do consorte, e a ela cabem os filhos que Deus lhe confiou e o lar; pelo contrário, ela deve ser frutífera dentro ou fora de casa, no caso de extrema necessidade. Sim, também fora de casa, de acordo com as dificuldades e desolações que os alcançar. Não está livre o homem de cair na desgraça do desemprego, não é o companheiro ileso às enfermidades, não estão livres da pobreza e da miséria apenas por serem ambos católicos. Seria, para a mulher, vergonhoso cruzar os braços diante das necessidades da família; na desolação, o vosso esposo precisa achar em vós uma fortaleza. A mulher deve ter coragem e energia necessária para fazer-se útil e boa companheira diante de todas as dificuldades de seu estado, aos enfados diários, às preocupações de todas as horas e às contrariedades incessantes, resistindo aos numerosíssimos embates da vida, às tristezas da família, aos atritos da vida interna e a todos os íntimos pesares, que continuamente cercam o seu coração.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Aos Falsos Motivos Para a Contracepção



São insubsistentes os motivos com que pretendem justificar-se os fraudadores. Examinemos alguns dos mais comuns.

1) Situação econômica

Autoriza a continência periódica desde que seja real. Nunca autorizará um ato contra a natureza. Na verdade, os que argumentam com situação econômica são, em geral, os que melhor a desfrutam. Guilherme Schimidt chegou a estabelecer como uma tese que “o temor dos filhos é fruto da abundância, e não da necessidade”. Têm com que manter os próprios filhos e estão ainda obrigados em consciência a concorrer para as crianças pobres que vivem na miséria. Mas desejam uma vida cada vez mais burguesa, gozadores, impenitentes e insaciáveis.

Move-os a desmedida ambição da riqueza, a preocupação obsedante do luxo, a vaidade imbecil da ostentação. Aqueles, cuja situação econômica é deveras penosa, são os grandes procriadores em que se estaria a densidade demográfica, se o Estado acudisse à mortalidade infantil que dizima assustadoramente as classes proletárias.


2) Melhor educação aos filhos

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