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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O momento presente.








"Santificar-se, é amar a Deus, é impregnar deste amor toda sua vida, é fazer passar a todas as mínimas ações de uma existência este sopro sobrenaturam, esta intenção reta, este desejo de pertencer a Deus.

É isto possível?

Oh! Certo, isto é realizável e muitas almas simples alcançam cada dia este sublime ideal.

Que nos é necessário fazer para sermos do número destas almas felizes?

A alma de boa vontade deve começar simplificando sua tarefa.

Nunca seria demais repetir: quase todas as almas complicam por gosto o trabalho da perfeição; ao empreender a viagem para a santidade sobrecarregam-se de um fardo inútil; perdem suas forças em ocupações sem importância ou de utilidade contestável.

É necessário, pois, reduzir todo o trabalho da perfeição a um único ponto bem preciso, isto é, ao momento presente; é necessário limitar a vida, a atividade, ao dever presente, procurar bem, para isto, empregar todo o cuidado, toda a vigilância possível.

Nossa vida não é senão uma sucessão de momentos. Nela, nada de real, senão este curto instante que se passa sem cessar. Não vivemos senão do presente. Santificá-lo é o nosso único dever: não podemos nada fazer de melhor para nossa santificação e para glória de Deus.

Oh! Se compreendêssemos esta verdade ao mesmo tempo tão simples e tão consoladora. Entre Deus e a alma de boa vontade só há um ato: o ato de amor. Graças a ele, a alma une-se a Deus a cada instante. 

Deus é um bom Pai. No momento oportuno, Ele nos dará o que for necessário para nossa perfeição. Nossa santidade é antes de tudo Sua obra. Foi Ele quem traçou o plano e quem o executa em todos os seu pormenores.

Cada momento, Ele nos apresenta um dever a cumprir. Do conjunto de todos os instantes bem empregados surgirá o magnífico edifício da nossa perfeição.

O momento presente contém para cada um de nós a santidade. Deus depositou nele um tesouro inestimável. Se a alma o deixa escapar, ele está perdido para sempre."




Excerto adaptado do livro "A Boa Vontade",
 do Pe. José Schrijvers



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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O momento presente.








"Santificar-se, é amar a Deus, é impregnar deste amor toda sua vida, é fazer passar a todas as mínimas ações de uma existência este sopro sobrenaturam, esta intenção reta, este desejo de pertencer a Deus.


É isto possível?


Oh! Certo, isto é realizável e muitas almas simples alcançam cada dia este sublime ideal.


Que nos é necessário fazer para sermos do número destas almas felizes?


A alma de boa vontade deve começar simplificando sua tarefa.


Nunca seria demais repetir: quase todas as almas complicam por gosto o trabalho da perfeição; ao empreender a viagem para a santidade sobrecarregam-se de um fardo inútil; perdem suas forças em ocupações sem importância ou de utilidade contestável.


É necessário, pois, reduzir todo o trabalho da perfeição a um único ponto bem preciso, isto é, ao momento presente; é necessário limitar a vida, a atividade, ao dever presente, procurar bem, para isto, empregar todo o cuidado, toda a vigilância possível.


Nossa vida não é senão uma sucessão de momentos. Nela, nada de real, senão este curto instante que se passa sem cessar. Não vivemos senão do presente. Santificá-lo é o nosso único dever: não podemos nada fazer de melhor para nossa santificação e para glória de Deus.

Oh! Se compreendêssemos esta verdade ao mesmo tempo tão simples e tão consoladora. Entre Deus e a alma de boa vontade só há um ato: o ato de amor. Graças a ele, a alma une-se a Deus a cada instante. 


Deus é um bom Pai. No momento oportuno, Ele nos dará o que for necessário para nossa perfeição. Nossa santidade é antes de tudo Sua obra. Foi Ele quem traçou o plano e quem o executa em todos os seu pormenores.

Cada momento, Ele nos apresenta um dever a cumprir. Do conjunto de todos os instantes bem empregados surgirá o magnífico edifício da nossa perfeição.


O momento presente contém para cada um de nós a santidade. Deus depositou nele um tesouro inestimável. Se a alma o deixa escapar, ele está perdido para sempre."




Excerto adaptado do livro "A Boa Vontade", do Pe. José Schrijvers



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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

PROGRAMA DE SANTIDADE





PROGRAMA DE SANTIDADE


"Domingo, 8 de abril :

Jesus falou-me muito das virtudes interiores. Ele deseja que não haja nem movimento, nem uma palavra sequer, por parte daquela de quem gosta tanto, que não seja regulada pela Sua Graça. Compreendi toda a extensão que ele dava às virtudes interiores, humildes, desconhecidas, escondidas.

Compreendi sobre tudo que Ele era a Luz e a Verdade. Inundava minha alma com seus divinos raios que lhe permitem perceber a santidade verdadeira, prática, profunda... Prometeu-me Sua luz e disse-me que este era o dom maior que poderia me dar neste mundo. Esta luz divina que ilumina, que revela a santidade, os preciosos segredos de Jesus, esta luz divina que traz o calor, o amor.

Voltando às virtudes interiores, pediu-me que amasse muito essas humildes virtudes cuja existência ninguém suspeita e cuja beleza somente Ele, sozinho, pode conhecer, e acrescentou: 
- nunca pronuncie uma palavra em teu próprio louvor, 
- evite frequentemente uma palavra, um gesto, um olhar;
- caminhe até perder de vista com essas preciosas virtudes escondidas; 
- prefira o silêncio,
- ame passar despercebida, 
- não pronuncie jamais uma palavra inútil, 
- sempre Comigo, sempre habilidosa em te esconder atrás do silêncio, da paz, do esquecimento das criaturas; caminhe, caminhe. 

A perfeição não tem limites – caminhe sempre mais para frente.

Remova cada dia os menores grãos de poeira. Essas virtudes tão humildes, tão pequenas na aparência, são abismos que a alma pode sempre aprofundar; minha filha, essas virtudes tão humildes, tão modestas, são também tesouros que encantam meu divino Coração. 

Olhe para a minha divina Mãe e contemple esta obra-prima das virtudes interiores. Quero que nelas você progrida muito. Para tanto, seja amável, mas com uma suave gravidade e um tanto séria, seja paciente sem que se possa perceber tal ato de paciência de sua parte; sem que se possa descobrir se algo te contrista ou te irrita; seja tão boa que nada possa anuviar teu rosto, mas sempre com suave seriedade, seja tão caridosa que teus lábios nunca profiram a menor crítica; esteja sempre pronta a esquecer, a perdoar, a ajudar.

Seja tão discreta que passe despercebida.

Ao agir, faça pouco barulho; ao falar, diga poucas palavras, submete tua vontade cada vez que for possível sem faltar aos deveres; aceita a opinião dos outros por condescendência, por virtude: teu Jesus dar-te-á tato, a finura necessários para agir no momento certo, sem fraqueza, sem abuso.

Procura mortificar-se em cada encontro com tanta boa vontade e finura que somente Jesus seja testemunha.

Procura ser esquecida, não fala de ti mesma nem bem, nem mal: tenha sempre um sorriso nos lábios e com tanta simplicidade que a própria virtude pareça natural aos olhos de todos; ficará minorada pela grandeza de sua própria perfeição.

Tendo falado assim, Jesus pediu-me ainda a coragem paciente, generosa, constante, exigida por este esforço interior praticado, tão mortificante, tão escondido, tão extenso, tão perpétuo...

Eu mesma notei algumas imperfeições, algumas palavras inúteis, uma precipitação exagerada numa ação, um instante de tristeza exagerada ao pensar na separação que tanto me fere. Mas procurarei fazer melhor amanhã.

Jesus deu-me a entender que se tratava de um trabalho para toda a minha vida e que o importante era nunca estar satisfeita, nunca descansar.

***

9 de abril.

Ele me pede não fazer nada que seja inútil: vou me esforçar com afinco... nada de natural, tudo com calma, tudo sem barulho, tudo com mansidão, mesmo se for interrompida vinte vezes, tudo sem vontade própria mas unicamente pela vontade d’ Ele, de tal forma que esteja pronta a tudo deixar, tudo abandonar; enfim, um desprendimento total de modo a não me deixar cativar nem por um instante, escolher as tarefas menos atraentes."


Rda. Madre Marie Cronier – 1857-1937
Fundadora e primeira Abadessa do Mosteiro de
Sainte-Scholastique de Dourgne
França.


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