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sábado, 4 de março de 2017

A MORTIFICAÇÃO CRISTÃ – Parte 1: Objeto da mortificação cristã







Salve Maria!

Daremos início a uma série de 14 publicações sobre Mortificação Cristã, extraídas do artigo “La mortificación cristiana”,  escrito pelo Cardeal Desidério José Mercier.

Publicamos excertos do artigo (em trechos curtos) para facilitar a leitura e meditação e para nos ajudar a melhor praticar a mortificação cristã no nosso dia a dia.

sexta-feira, 3 de março de 2017

AS VIRTUDES DE NOSSA SENHORA - Parte 9











IX. SUA PACIÊNCIA




Toda a vida de Nossa Senhora foi um contínuo exercício de paciência.

Revelou o Anjo a S. Brígida que a Santíssima Virgem sempre viveu entre as tribulações. Só a compaixão com as penas do Redentor foi bastante para torná-la mártir da paciência.

Diz São Bernardino de Sena a respeito de Nossa Senhora: “A crucificada concebeu o crucificado”.

SENTIMENTOS DE CONFORMIDADE COM A VONTADE DE DEUS.








“Terno  Coração  de  Jesus ,  cada  vez  que  eu disser :  Deus seja bendito! - ou :  Faça-se a vontade  de  Deus!  - proponho  por  este  meio  aceitar  todas  as  disposições  de  vossa  providencia a meu  respeito,  no  tempo  e  na  eternidade.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Sobre a gula por São João Maria Vianney






“A gula é o amor desordenado do comer e do beber.

Somos gulosos, filhos meus, quando tomamos o alimento em excesso, mais do que o requerido para o sustento do nosso pobre corpo; quando bebemos além do que é necessário, de modo a perder nossos sentidos e nossa razão...

Ó, como é vergonhoso este vício! Como isto nos degrada!

Vede, ele nos põe abaixo dos animais brutos: eles nunca bebem mais do que para saciar sua sede; eles se contentam em comer o suficiente; e nós, quando já temos saciado nosso apetite, quando nosso corpo já não aguenta mais, ainda queremos ir atrás de todo tipo de pequenas iguarias; enchemo-nos de vinhos e licores! Não é isto deplorável? Nem podemos mais nos segurar sobre nossos joelhos; caímos, rolamos nas valas e na lama, tornamo-nos o alvo do riso de todos, e até mesmo um joguete para as criancinhas...

Se a morte nos surpreendesse nesse estado, meus filhos, não teríamos nem tempo de nos recompor; cairíamos nessa situação nas mãos do bom Deus. Que desventura, meus filhos! Como nossa alma se surpreenderia! Como ficaria atônita!

Deveríamos tremer de horror ao ver os perdidos que estão no Inferno... Não nos deixemos guiar por nosso apetite; arruinaremos nossa saúde, perderemos nossa alma...

Vede, meus filhos, a intemperança e a devassidão são o sustento dos médicos, é o que lhes faz viver e lhes dá uma boa prática... Ouvimos todo dia como um tal estava bêbado e, caindo, quebrou a perna; outro, atravessando um rio numa tábua, caiu na água e afogou-se... A intemperança e a embriaguez são a companhia dos ricos iníquos.

Um momento de [certo] prazer neste mundo nos custará muito caro no outro. Lá [os homens] serão atormentados por uma fome raivosa e uma sede devoradora; não terão uma gota d'água para se refrescar; suas língua e seus corpos serão consumidos pelas chamas pela inteira eternidade... 

Ó meus filhos! Nós nem pensamos nessas coisas, e talvez isso não vá deixar de acontecer a alguns dentre nós antes do ano acabar!

São Paulo disse que aqueles que se entregam ao excesso no comer e no beber não terão o reino de Deus. Reflitamos sobre essas palavras!

Olhai para os santos: Santa Isabel, Rainha de Portugal, jejuava por todo o Advento e também do dia de São João Batista (24/06) até a Assunção (15/08). Pouco depois, ela começava outra Quaresma, que durava até a festa de São Miguel. Ela vivia apenas de pão e água nas sextas e sábados, e nas vigílias das festas da Bem-aventurada Virgem e dos Apóstolos.

Dizem que São Bernardo tomava óleo no lugar de vinho. Santo Isidoro nunca comia sem verter lágrimas! Se fôssemos bons cristãos, faríamos como os santos fizeram.

Deveríamos fazer um bom negócio pelo Céu em nossas refeições; deveríamos privar-nos de várias coisinhas de modo a, sem que isto causasse dano ao nosso corpo, oferecermos algo bastante agradável ao bom Deus; mas escolhemos antes satisfazer nosso gosto do que agradar a Deus; nós afogamos, nós sufocamos nossa alma no vinho e na comida.

Meus filhos, Deus não nos dirá no Dia do Juízo: "Dá-me conta do teu corpo", mas "Dá-me conta da tua alma; que fizeste com ela?"...

O que lhe responderemos? Acaso temos mais cuidado com nossa alma do que com nosso corpo?

Ó meus filhos! Não vivamos mais pelo prazer da comida; vivamos como os santos viveram; mortifiquemo-nos como eles foram mortificados. Os santos nunca se deleitavam nos prazeres da boa comida. O prazer deles estava em alimentar-se de Jesus Cristo! Sigamos seus passos nesta terra, e nós ganharemos a coroa que eles possuem no Céu."


São João Maria Vianney
O Cura de Ars


Fonte: The Blessed Curé of Ars in his catechetical instructions, Part 2, Chapter 10 - On Gluttony.


 
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quarta-feira, 1 de março de 2017

A grande traição: a mentalidade católico-liberal (Parte 1)




O beijo de Judas (Caravaggio)



Reconciliar a Igreja com a Revolução: tal é a empresa dos liberais que se dizem católicos.



Os liberais que se dizem católicos sustentam que a doutrina católica do Reino Social de Nosso Senhor Jesus Cristo e da união da Igreja com o Estado é sem dúvida verdadeira, mas inaplicável mesmo nos países católicos:

·  Na teoria, pode-se aceitar a tese proposta pelos Papas e teólogos.

·  Na prática, deve-se ceder ante as circunstâncias e resolutamente aderir à hipótese: promover o pluralismo religioso e a liberdade de cultos:

Os liberais católicos não têm deixado de sustentar que desejam a ortodoxia tanto quanto os mais intransigentes, e que sua única preocupação são os interesses da Igreja: "a reconciliação que procuram não é teórica nem abstrata, mas somente prática”[1]

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