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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Da necessária uniformidade da nossa vontade com a vontade de Deus









"Toda a nossa perfeição consiste em amar ao nosso amabilíssimo Deus. "A caridade é o vínculo da perfeição" (Coloss. III.4) E toda a perfeição do amor de Deus consiste em unir a nossa vontade com a Sua santíssima vontade.

"O principal efeito do amor, diz São Dionísio, é unir a vontade daqueles que se amam de maneira que se torne uma e a mesma vontade." Por conseguinte, quanto mais uma pessoa está unida com a vontade divina, maior será o seu amor. 

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O momento presente.








"Santificar-se, é amar a Deus, é impregnar deste amor toda sua vida, é fazer passar a todas as mínimas ações de uma existência este sopro sobrenaturam, esta intenção reta, este desejo de pertencer a Deus.


É isto possível?


Oh! Certo, isto é realizável e muitas almas simples alcançam cada dia este sublime ideal.


Que nos é necessário fazer para sermos do número destas almas felizes?


A alma de boa vontade deve começar simplificando sua tarefa.


Nunca seria demais repetir: quase todas as almas complicam por gosto o trabalho da perfeição; ao empreender a viagem para a santidade sobrecarregam-se de um fardo inútil; perdem suas forças em ocupações sem importância ou de utilidade contestável.


É necessário, pois, reduzir todo o trabalho da perfeição a um único ponto bem preciso, isto é, ao momento presente; é necessário limitar a vida, a atividade, ao dever presente, procurar bem, para isto, empregar todo o cuidado, toda a vigilância possível.


Nossa vida não é senão uma sucessão de momentos. Nela, nada de real, senão este curto instante que se passa sem cessar. Não vivemos senão do presente. Santificá-lo é o nosso único dever: não podemos nada fazer de melhor para nossa santificação e para glória de Deus.

Oh! Se compreendêssemos esta verdade ao mesmo tempo tão simples e tão consoladora. Entre Deus e a alma de boa vontade só há um ato: o ato de amor. Graças a ele, a alma une-se a Deus a cada instante. 


Deus é um bom Pai. No momento oportuno, Ele nos dará o que for necessário para nossa perfeição. Nossa santidade é antes de tudo Sua obra. Foi Ele quem traçou o plano e quem o executa em todos os seu pormenores.

Cada momento, Ele nos apresenta um dever a cumprir. Do conjunto de todos os instantes bem empregados surgirá o magnífico edifício da nossa perfeição.


O momento presente contém para cada um de nós a santidade. Deus depositou nele um tesouro inestimável. Se a alma o deixa escapar, ele está perdido para sempre."




Excerto adaptado do livro "A Boa Vontade", do Pe. José Schrijvers



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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Da maledicência e das palavras injuriosas.








1     —  Há  muitas  escolas  no mundo  onde  se  ensina  a  falar bem;  não  há  porém nenhuma  onde  se  ensine  a  calar-se  bema não  ser  a  de  Jesus  Cristo.  Se nesta  escola  aprendeis  a  calar-vos,  aprendereis também  a falar bem,  isto  é,  a  falar  segundo  a caridade  para  com  o  próximo  e, portanto,  evitar  primeiro  que  tudo  a  murmuração.

2 —  A  murmuração  consiste:
1º. Em  atribuir  ao  próximo  o mal  que  nele não existe;
2º. Em exagerar o  mal  que ele  cometeu;
3º. Em  manifestar  o  mal que é ocultosem  motivo  algum  de necessidade  ou  de utilidade; 
4º. Em  interpretar  o  bem  maliciosamente ;
5º. Em negar,  ocultar  ou diminuir  o  louvor que  o  próximo merece.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Sobre a vida familiar.


Salve Maria!

Finalmente encaminho a tradução de um lindo e muito útil sermão proferido no Domingo depois da Ascensão/2016, pelo Re. Pe. Altamira que trata sobre a vida familiar.

Peço a Deus que possamos dirigir nossas vidas catolicamente, amando-O em primeiro lugar, buscando sempre a Verdade, guardando a Fé e trabalhando diariamente nossa emenda e santificação para a salvação de nossas almas. Sem ilusões, sem apegos e sem perda de tempo.

Viva Cristo Rei!









SERMÃO DO DOMINGO DEPOIS DA ASCENSÃO 

Rev. Pe. Altamira
(Bogotá, 2016)


Queridos filhos:

Neste “Domingo depois da Ascensão”, queria lhes fazer uma breve homilia comentando algumas passagens da Epístola da Missa de hoje, e, dentre tantas coisas que se poderiam dizer, relacionar esta epístola com os problemas “atuais” que pesam sobre, padecem ou suportam nossas famílias: Queria fazer uma aplicação deste texto para a vida familiar.

Trata-se da Primeira Epístola do Apóstolo São Pedro (Pe 4,7-11), carta do primeiro Papa da História. Já algumas vezes temos dito que as famosas “Encíclicas” dos Papas são também “cartas”, cartas a todo o Orbe católico. Utilizaremos, então, esta “Encíclica do Papa São Pedro”. Veremos algumas poucas passagens desta epístola e faremos alguns comentários.

Estote prudentes et vigilate in orationibus”: Sede prudentes e vigiai na oração.

Sede prudentes”, diz São Pedro; e, ao contrário de “sermos prudentes”, temos muitas coisas para dizer sobre a vida familiar. Não é prudente deixar que os filhos (ou até os esposos) se entretenham com joguinhos de computador ou de celular. “Lá estão o dia inteiro...”; na realidade, não devem ficar nem trinta minutos com esses joguinhos!

Existem famílias que têm seus filhos viciados nestes jogos, “passam toda a noite jogando, horas e horas”; e existem mães que já não sabem o que fazer. Um jovem chegou a dizer algo assim como que “jogar em rede”, eu não sei qual desses jogos, e disse que isso era “a finalidade de sua vida”, ou seja... Que “finalidade de uma vida” é um joguinho eletrônico?

Além disso, esses joguinhos destroem a capacidade intelectual de seus filhos; depois se tornam incapazes de se concentrar, incapazes de passar horas estudando com um livro (como muitas vezes há que se fazer; todos sabemos disso).

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A pequena virtude da discrição.








A pequena virtude da discrição




"(...) Não se deve falar sem discernimento; e precisamente a arte de discernir o que se deve dizer em cada caso, bem como a maneira de dizê-lo, é o objeto da virtude da discrição, uma virtude "pequena", mas que contribui poderosamente para a paz do lar.

A virtude da discrição consiste, em primeiro lugar, em não querer saber tudo; e, depois, em saber não dizer tudo.

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