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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Alguns ensinamentos sobre o NAMORO CATÓLICO - Rev. Pe. Fernando Altamira











(Bogotá, domingo, 12 de fevereiro de 2017)




INTRODUÇÃO



Queridos filhos:

Há algumas semanas, na Festa da Sagrada Família, dissemos que queríamos dar mais um ou dois sermões sobre estes temas sobre a família, sobre o que é uma santa família católica diante de Deus. Infelizmente tivemos que fazer uma pequena viagem e, logo em seguida, duas semanas de Retiros (para mulheres, e depois para homens); isso nos impediu de fazê-lo.

Por isso, apesar de hoje começar a Septuagésima, esta vez deixaremos de lado o sermão sobre o Evangelho ou o espírito da liturgia desta época, para – assim esperamos – esclarecer algumas coisas sobre O NAMORO, pois existem muitos equívocos a respeito disto e logo se age errado e se encaminha mal o Matrimônio.


E para começar, dar um conceito simples de namoro, diria que: “é a época prévia de preparação para o Matrimônio, para saber o que é Matrimônio, e para determinar casar-se, vendo se o outro é ou não a pessoa adequada para fazê-lo, a pessoa com a qual ficar, diante de Deus, unida até a morte”. Ou seja, e isto é muito importante enfatizar, que O FIM DO NOIVADO É O MATRIMÔNIO. E, em todas as coisas, a consideração do objetivo do matrimônio dá muita luz sobre como é e deve ser, e sobre o que é o correto e o que é incorreto no modo de agir. Apliquemos isso ao namoro.



CAPÍTULO 1: NAMOROS PRECOCES E NAMOROS ETERNOS



Para dar um primeiro tema: “Se o fim do namoro é o Matrimônio, já com isso vemos como são errados e descabidos e esses costumes que temos em nossos países dos namoros precoces (antes da hora), e dos namoros “eternos” (que duram muitos anos).

Com relação aos namoros precoces, se o fim do namoro é o Matrimônio, alguém se pergunta que faz um pirralho ou uma pirralha de 14 anos (por exemplo) namorar, se é evidente que nesta idade, nem por casualidade, irão se casar!?; então por que razão estão namorando?

E muitas vezes são as mamães que fomentam este despropósito com uma filha de 12 anos e com seu “namoradinho”; creio que isso não é por maldade, mas por ignorância, e porque nós, os sacerdotes, não ensinamos estas coisas.

Não existem regras fixas, mas sim nossos costumes atuais mostram que, em geral, estão se casando aos 23 ou 24 anos, pois próximo a essa idade se deverá buscar namorado ou namorada; ou seja, em geral, logo de ter terminado ao menos a faculdade.

De mãos dadas a isto, e aos costumes errados que temos, se apresentam os namoros eternos”: Estar namorando por sete, oito, dez anos. Ainda que hoje em dia, entre os jovens, nem os noivados duram, razão pela qual creio que esse era um costume mais bem difundido na geração os nossos pais, mas convém igualmente esclarecer este ponto.

Ou se tratamos dos jovens em “união livre” (união estável), o que foi dito anteriormente sim se aplica. Parênteses: no meu pais quase não se usa essa expressão, seguimos dizendo “concubinato”, os que querem usar um eufemismo dizem “ir-se morar com a namorada”.

Antes de mais nada, é totalmente errado e descabido ir morar com a namorada sem serem casados: uma pessoa se vai a viver com sua esposa e não com sua namorada. Mas com este tema de “união livre”, falando dos anos que passam, “vivem e vivem namorados” sem se casar (entre outros problemas bem graves que têm a união livre).

Voltando ao ponto e seja como for, não é razoável nem correto que um namoro dure seis, oito, dez anos. O estado de vida é o Matrimônio, não o namoro. Do contrário – uma ironia -, para a manifestação do estado civil nos formulários começarão a colocar três opções ao invés de duas. “Estado civil: A) Solteiro. B) Casado. C) Namorando”. Farão com que o “namorando” seja um novo estado civil das pessoas (ainda que a união livre já esteja fazendo; tudo errado diante de Deus).

Então, quanto tempo deve durar um namoro? Não há regras fixas, mas voltemos à consideração do fim/objetivo do namoro, pois o namoro é para ver se irá ou não se casar com essa pessoa. E a resposta será: Pois o namoro deve durar o necessário e o conveniente para saber e tirar a dúvida se essa é ou não é a pessoa adequada para ficar “unido” diante de Deus até a morte, “por toda a vida” – como se costuma dizer-, e se é a pessoa adequada para alcançar a salvação da alma. Um bom filho de Deus ou uma boa católica devem ver se – e me adianto ao tema seguinte- se essa pessoa o ajudará ou não a chegar ao Céu, não somente ao esposo ou esposa, mas também aos filhos.

No namoro: “Deve-se falar das florzinhas e dos passarinhos; dar um suspiro”? Respondemos sim, obviamente, mas não somente dos passarinhos e das florzinhas, mas também das coisas mais importantes da vida: Deus e Sua Santa Religião Católica, a família, os filhos e etc., etc. e ver assim, se é ou não a pessoa adequada.

Para saber destas coisas, se formos “sérios”, com uns dois ou três anos de namoro (não há regras fixas) parece suficiente, e logo depois o casamento. Se não for a pessoa certa, antes do casamento se lhe dá um “até logo”, ou, deve-se “terminar” com o namorado ou namorada, como dizem aqui.



CAPÍTULO 2: AS QUALIDADES QUE DEVE TER O NAMORADO OU A NAMORADA



E, agora, havendo esboçado algo no capítulo anterior, vejamos as qualidades que deve ter o noivo ou a noiva que devem eleger. Obviamente que neste tema não diremos aqui tudo, nem todos os temas.

Um ponto prévio é considerar que a faculdade que Deus deu para que cada um deva reger a sua vida é o entendimento, não o sentimento. Nossas vidas devem ser regidas por nossa inteligência ou razão (iluminada pela Fé), e não pelas paixões ou sentimentos.

Evidentemente que a você deve “gostar" o namorado ou a namorada que escolham, mas não pode ser apenas isso; ou você se casará com uma pura “casca”. Ao menos ao mesmo tempo dessa primeira atração, ao analisar as qualidades da pessoa que a você goste, você deve ver se ele ou ela será alguém que lhe ajude a chegar ao fim desta vida que é a salvação da alma, ver se essa pessoa ajudará você e a seus filhos a chegar ao Céu e não a chegar ao Inferno!!! Então o ponto de Deus, da Santíssima Trindade, e Sua única religião, “O Catolicismo”, é absolutamente a chave.

Antes de começar o namoro, o primeiro requisito que deveria ver um jovem ou uma jovem, no que diz respeito a uma pessoa que lhes goste, é ou deveria ser ver como é essa pessoa com relação a Deus e ao Catolicismo. E ninguém faz isso!!! O tema religioso é o último “requisito”, se é que existe como “requisito” (em geral, não é um requisito). Mas você irá ficar ‘unido” com essa pessoa até a morte, até o final, como não se vai considerar como essa pessoa é com relação a Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo e a Religião Católica. Dentro do que é possível ver e antecipar, você deve entender que o que está em jogo é a sua salvação e a dos seus filhos. As pessoas nem sequer se atentam ao tema religioso.

E sobre esta questão há um esforço extra e inevitável a se fazer, o que é que o namorado ou a namorada entenda dessa falsificação do Catolicismo feita com o Concílio Vaticano II, e queira praticar nossa verdadeira Fé Católica, sem toda essa questão de “o moderno” que padecemos hoje. Há que se fazer bem as coisas no namoro.

E temos assim a namorada “moderna” (ou o namorado “moderno”) que de Deus e do Catolicismo “nem falamos”, menos ainda da crise e do Concílio Vaticano II. E até o ponto de ter a namorada judia ou protestante (os mal chamados “cristãos), etc.: imaginem o difícil (senão impossível) que é levar a diante um matrimônio diante de Deus, um matrimônio realmente católico, quando a outra parte é de outra religião; e o católico moderno sequer se atenta a estas coisas.

Outro ponto que queremos enfatizar, dentro das qualidades do namorado ou namorada, É O TEMA DOS FILHOS.

No namoro deve-se levantar a questão das crianças, dos filhos, de ter filhos.

O fim primário e principal do Matrimônio é a procriação, ter filhos (ou tentar tê-los), e a educação católica da prole, fazer santos a esses filhos. Daí que a Família Numerosa foi uma glória entre nós católicos. Basta da mentalidade anticonceptiva! Ter filhos “não é algo ruim”, é algo bom e muito bom e muito bonito! Há que se buscar uma namorada ou namorado que queira ter muitos filhos, uma família bem numerosa se Deus lhes presenteia com isso. Este fim primário do Matrimônio, a procriação, é tão importante que se se tem uma intenção contra tal fim (não ter filhos contra tal fim), o suposto Matrimônio é inválido. É uma questão importantíssima.

Daí que um dos temais principais e mais importantes que deve-se falar com a namorada ou namorado, ANTES DO MATRIMÔNIO, é o tema dos filhos que terão, e deve-se buscar uma namorada que queira ter muitos filhos. “Ah, eu não quero ter filhos”; isso não serve, o Matrimônio seria inválido. “Vamos ter apenas dois filhos, o famoso parzinho, ou quanto muito três”; cuidado, isso não vai bem. “Estou dispôs a ter até cinco filhos, no máximo, ainda que me digam que sou uma burra”; há até um certo bem porque se sai do típico parzinho de filhos, mas de qualquer maneira a coisa não está correta; O que irá fazer após o quinto filho? Usas contraceptivos? O T de cobre ou o DIU? Ligadura de trompas? Pomeroy (laqueadura)? Vasectomia do esposo? Etc., etc., etc.? TODAS ESTAS COISAS SÃO PECADOS MORTAIS QUE LEVAM AO INFERNO; é como dizer, “com minha namorada planejamos obrar bem diante de Deus em nosso Matrimônio no começo, e logo no nosso quinto filho cometeremos pecados mortais”; é um absurdo um raciocínio assim.

Por isso a “candidata”, além de ser uma jovem que você goste, tem que ser, e antes de gostar dela!, uma jovem que queira ter filhos e muitos filhos, se Deus lhes presentear isso. É o mesmo com o “candidato”, pois uma filha de Deus, um a católica, não pode jamais aceitar que seu esposo faça contracepção.

Alguns dizem: “Ter filhos é sacrificante e custa dinheiro”; pois sim, mas antes que isso e além disso, é o que corresponde diante de Deus e é algo belíssimo; por outro lado, os esposos não estão aqui nem para a comodidade nem para o dinheiro, senão para ganharem o Céu com seus filhos, ajudando-se mutuamente seus esposos.

Sobre esta questão considerem uma coisa: sem dúvida não é a única, mas é uma das questões mais importantes que dividem as águas entre um Matrimônio muito santo (em estado de graça e para Deus), e um Matrimônio cheio de pecados. Com o maior respeito às senhoras que estão aqui presentes, desde que uma jovenzinha se casa, ela tem aproximadamente 20 anos de fertilidade para poder ter filhos. A esterilidade existe mas habitualmente as pessoas podem sim ter filhos. Para ter, em 20 anos de fertilidade, somente o famoso parzinho, somente dois filhos, ou três, em geral há que se fazer não apenas um mas “mil” pecados na intimidade.

Ao contrário, se o namorado ou a namorada antes do casamento colocam bem claro este ponto dos filhos, implica em geral um Matrimônio cheio de santidade, com 10 ou 12 filhos, como eram nossos avós, e como devemos voltar a ser hoje. O tristíssimo de tudo isso é que nossos mesmos pais ou avós tiveram muitos filhos, foram Às vezes os primeiros a dizer aos seus filhos: “que vocês não venham a cometer o mesmo erro”; que vergonha que se diga algo assim. É uma honra ter muitos filhos e conseguir que cada um deles tenha outros tantos “muitos”; essas eram as famílias antes, e essas devem ser as famílias hoje!

Se a namorada ou o namorada que você tem não quer ter muitos filhos, senão planejar ou optar pela contracepção, é porque não é o candidato ou a candidata adequado(a), e deve-se dar o “até logo”, terminar ou cortar o relacionamento. A questão dos filhos não é a única, mas – como dizíamos acima- é uma questão chave que “divide as águas” para levar um Matrimônio santo e muito bonito diante de Deus.

Por último, e em geral em todos os Retiros Espirituais, quando explicamos estas coisas, as pessoas nos dizem: “Padre, onde irei conseguir um namorado ou uma namorada assim?” Sem dúvidas não é tão fácil. Em definitivo: ou se encontra a sua namorada e futura esposa “já fabricada/pronta”, pensando bem, pensando catolicamente”, e amando todas as coisas santas, a prática do Catolicismo, a família, o esposo, querer ter muitos filhos (é como ganhar na loteria); ou “se fabrica” a esposa ou o esposo que querem ter, ensinando a sua namorada estas coisas e conseguindo que ela as ame.

Talvez se encontre uma jovenzinha “moderna” que não seja “ruim”, que seja dócil, e que talvez nestes temas pense “modernamente” porque todo mundo é assim, mas não porque acredite, nem acredite profundamente nestas mentiras e farsas modernas; e lá terá que ir um bom Catecismo e os ensinamentos de seu namorado, e convencê-la muito sinceramente de todas estas belas coisas católicas para que as ame e as queira.

Mas “ninguém dá o que não tem”, primeiro o namorado ou namorada deverá conhecer e amar estas coisas, ser um bom católico, do contrário será um farsante que não construirá nada sério, senão algo superficial.



CONCLUSÃO: BREVES PALAVRAS SOBRE OS PECADOS COMETIDOS DENTRO DO NAMORO



Como um terceiro ponto e como conclusão, iremos dizer algumas palavras sobre os pecados do namoro, pois nos sermões muitas vezes não é possível dizer tudo.

Que papai ou mamãe modernos seguem ensinando explicitamente a seus filhos, como corresponde, sobre a virgindade até o Matrimônio?! E falemos claramente: não somente a virgindade da mulher, mas também a virgindade dos filhos varões. E como são as coisas! Os pais de família terão que prestar contas de como educaram ou não seus filhos nesse e em muitos outros assuntos.

Daí que está totalmente descabido o tema de que os namorados tenham relações, intimidade, e/ou outras coisas relacionadas, ANTES DO MATRIMÔNIO.

As coisas são como são: isso é um pecado mortal, e manda ao Inferno. Se assim não foi ensinado aos seus filhos e filhas, já é hora de ensiná-los: Deus irá lhes pedir contas.

Vocês devem aspirar ao belo e santo de Deus e de nossa Santa Religião Católica: ter filhos e filhas puros, onde brilhe a virtude da pureza e da castidade até o Matrimônio, como Deus os quer e como Deus os ama.

AVE MARIA PURÍSSIMA!


Padre Fernando Altamira


*grifos do autor 
** Traduzido do espanhol por Carla d'Amore

 


 
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Resurrexit, sicut dixit, Alleluia!

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