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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Os que respeitam o trato da alma com os próximos... Pe. Manuel Bernardes








" Se vires em algum sujeito acreditado de espiritual e amigo de Deus, asperezas de condição e movimentos de cólera contra os próximos, nem por isso formes logo juízo decretório, de que todas as mais virtudes suas são duvidosas, ou menos que medianas. 

Muitas vezes deixa Deus na sua obra alguma parte por lavrar, por ser assim conveniente para o lavor das mais. Estas verrugas servem para que a alma se não espelhe e remire em si mesma, e a defende da opinião santa para com os outros, a qual é muito gastadora dos progressos da virtude. 

A Madre Francisca do Santíssimo Sacramento, Religiosa Carmelita Descalça no seu Mosteiro de Pamplona foi sujeita de tão raras virtudes e enriquecida por Deus com tão particulares e frequentes favores, que mereceu a sua vida ser assunto de particular história; e só nas visões que teve do Purgatório, achou o V. Prelado D. João de Palafox, matéria para o tomo que intitulou: Luz a los vivos, y desengano en los muertos. E todavia o seu natural era grosseiro, colérico, e mal acondicionado, e lhe foi motivo de grande humilhações; e ainda que muitas vezes pediu com lágrimas a Deus que lhe mudasse a condição em outra mais temperada e suave, lhe foi respondido: Essa te convém. Em ponderação disto, diz o Cronista geral daquela ordem esta sentença [Fr. Francisco de S. Maria t. II, lib. 6, c. 22]: Deus não obra de estampa, nem está sujeito aos aranzéis dos nossos discursos."


Pe. Manuel Bernardes




 
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quarta-feira, 6 de julho de 2016

DIREÇÃO PARA VIVER CRISTÃMENTE - Parte X


Salve Maria, 
Daremos sequência à publicação de textos retirados do livreto do Pe. Quadrupani: "Direção para viver cristãmente". São dicas valiosas, instrutivas e animadoras para nos auxiliar na prática da vida cristã. Aproveitem! 

Viva Cristo Rei!






DIREÇÃO PARA VIVER CRISTÃMENTE


Rev.  Padre  Quadrupani - Barnabita.



Capítulo II – Relações com o próximo

As  relações  gerais  que  nos  unem  com  o  próximo  são  ou  de justiça,  ou  de  caridade,  e  encerram, por conseguinte, os  deveres do  coração,  do  espirito,  dos  entretenimentos,  das  posses  de  cada um  e  da  sociedade.  Do  coração na pureza dos afetos;  do espirito na  fuga  dos  juízos  e  suspeitas  temerárias; dos entretenimentos para evitar  as  palavras  injuriosas  e  a maledicência:  dos  bens,  para  a conveniente  e  bem  ordenada  distribuição  das  esmolas;  e  da sociedade  para  torná-la  virtuosa  e amável.  Toquemos  rapidamente todos  esses  pontos.




DOS JUÍZOS  TEMERÁRIOS E DAS SUSPEITAS - Parte II



continuando...


7  — É cousa  dificílima  que um  bom  cristão  seja  culpado  de juízo  temerário,  isto  é,  que  condene  o  seu  próximo  com  certeza  de  juízo,  sem  motivos justos para isso. Ordinariamente não  são senão suspeitas  ou  temores, e para isso  bastam motivos  muito  menos fortes.

8 —  A  suspeita  é  permitida quando tem por  objeto o cuidado dos  seus  próprios  interesses. Aquele  que  receia formar suspeitas não  é  um  homem virtuoso, mas imprudente  e  néscio
A caridade cristã proíbe a  malícia  dos  pensamentos  e  não  a vigilância e circunspecção.

9 —  A  suspeita  é também  permitida,  e  até  algumas  vezes  de obrigação,  principalmente  nas  pessoas que  tem  a seu  cargo  dirigir outras:  como  são  os  pais  a  respeito  de  seus  filhos,  os  amos  a respeito  de  seus  criados;  pois nesse  caso,  trata-se  de  remediar um  mal  que  existe,  ou  de  impedi-lo  quando  haja  motivos  razoáveis  para  receá-lo.

10  —-  Uma  coisa  é supor um mal  como  possível, outra  coisa  é supô-lo  como  real.  Na  primeira suposição  não  há  o  menor pecado.  Encontrais  numa  mata  um homem armado de espingarda, que pode ser  um caçador; suspeitando que  talvez seja  um  ladrão,  acautelai-vos...  Nisto  não  cometeis pecado algum, pois suspeitais que o  mal  é possível,  sem todavia  crer que  ele  exista.

11  —  É necessário também não confundirmos a  desconfiança  com a  suspeita.  A  desconfiança  ou  terror  é um  estado  passivo,  que  não depende de nossa vontade,  a suspeita,  pelo  contrario,  é  um  ato voluntário  da  nossa  alma.

12  —  A  suspeita  nasce  muitas  vezes  de  um temperamento tímido  e propenso à tristeza. Quando não há intervenção do entendimento que distingue e da vontade que aprova,  a suspeita,  ainda  a  que  não tem fundamento algum,  não  é  pecado.  Tenhamos sempre  diante  dos  olhos o grande princípio  que Santo Agostinho recomenda  muitas vezes:  “ O mal, que não é conhecido nem é voluntário, deixa de ser um mal, isto é, deixa de ser pecado.”


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segunda-feira, 4 de julho de 2016

DIREÇÃO PARA VIVER CRISTÃMENTE - Parte IX


Salve Maria, 
Daremos sequência à publicação de textos retirados do livreto do Pe. Quadrupani: "Direção para viver cristãmente". São dicas valiosas, instrutivas e animadoras para nos auxiliar na prática da vida cristã. Aproveitem! 

Viva Cristo Rei!






DIREÇÃO PARA VIVER CRISTÃMENTE


Rev.  Padre  Quadrupani - Barnabita.



Capítulo II – Relações com o próximo

As  relações  gerais  que  nos  unem  com  o  próximo  são  ou  de justiça,  ou  de  caridade,  e  encerram, por conseguinte, os  deveres do  coração,  do  espirito,  dos  entretenimentos,  das  posses  de  cada um  e  da  sociedade.  Do  coração na pureza dos afetos;  do espirito na  fuga  dos  juízos  e  suspeitas  temerárias; dos entretenimentos para evitar  as  palavras  injuriosas  e  a maledicência:  dos  bens,  para  a conveniente  e  bem  ordenada  distribuição  das  esmolas;  e  da sociedade  para  torná-la  virtuosa  e amável.  Toquemos  rapidamente todos  esses  pontos.





DOS JUÍZOS  TEMERÁRIOS E DAS SUSPEITAS - Parte I


1  —  Aquele  que  condenar no seu  interior o  próximo,  sem que ele seja  evidentemente  culpado,  ultraja  a  seu  irmão  e  ofende  a  Deus.

2  —  Quando  um  crime  ou um  culpado  era  denunciado  a  Alexandre  o  Grande,  tapava  um ouvido,  dizendo: ofereço um ouvido ao acusador e reservo o outro para ouvir a defesa do acusado”. 

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