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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

E se é verdade que poucos são salvos, é porque são poucos os que vivem bem.

Rezar três vezes este perfeito ato de contrição



"Qual é a utilidade de saber se poucos ou muitos são salvos? 

São Pedro nos diz: "Esforce-se por boas obras para assegurar-se que será escolhido".

Quando a irmã de São Tomás de Aquino lhe perguntou o que ela devia fazer para ir para o céu, ele disse: "Você será salva se você quiser ser." 

Eu digo a mesma coisa para você, e aqui está a prova de minha declaração. Ninguém é condenado a não ser que cometa o pecado mortal: que é da fé. 

E ninguém comete o pecado mortal a menos que queira: que é uma proposta teológica inegável. 

Portanto, ninguém vai para o inferno, a menos que queira; a consequência é óbvia. Será que isso não é suficiente para te confortar? 

- Chore por pecados do passado, 
- Faça uma boa confissão
- Não peques mais no futuro, e todos vocês serão salvos. 

Por que atormentarem-se assim? Pois é certo que:
- vocês têm que cometer o pecado mortal para ir para o inferno, e
- que para se cometer pecado mortal é preciso querer, e que, consequentemente,
- ninguém vai para o inferno, a menos que queira. 

Isto não é apenas uma opinião, é uma verdade inegável e muito reconfortante; que Deus lhe dê o entendimento, e que Ele o abençoe. Amém."


Excerto do "O pequeno número dos que são salvos"

por São Leonardo de Porto Maurício


 
 
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quarta-feira, 26 de abril de 2017

De que te arrependes, santa alma do Purgatório, de ter feito na terra que deixaste?






"Arrependo-me do tempo perdido: Não o julgava nem tão precioso, nem tão rápido, nem tão irreparável... Se eu o soubesse... Se eu pudesse ainda repará-lo...


Tempo precioso!... Aprecio-te agora como o mereces. 

sexta-feira, 21 de abril de 2017

"Nada há de mais frio do que um cristão despreocupado da salvação alheia."







"Nada há de mais frio do que um cristão despreocupado da salvação alheia. 

Não podes aduzir como pretexto a tua pobreza econômica; acusar-te-á a velhinha que deu as suas moedas no Templo.  O próprio Pedro disse: 'Não tenho ouro nem prata' (At 3,6). E Paulo era tão pobre que muitas vezes passava fome e não tinha o necessário para viver. 

Não podes pretex­tar a tua origem humilde; eles também eram pessoas humildes, de condi­ção modesta. Nem a ignorância te servirá de desculpa; todos eles eram ho­mens sem letras. 

Sejas escravo ou fugitivo, podes cumprir o que depende de ti; assim foi Onósimo, e vê qual foi a sua vocação... 

Não invoques a do­ença como pretexto, pois Timóteo estava submetido a frequentes indispo­sições. [...] Não há maneira de negar as propriedades das coisas naturais; o mesmo acontece com isto que agora afirmamos, pois está na natureza do cristão agir dessa forma [...]. 

É mais fácil o sol deixar de iluminar ou de aquecer do que um cristão deixar de dar luz; mais fácil do que isso seria que a luz fosse trevas. 

Não digas que é impossível; impossível é o contrário [...]. Se orientarmos bem a nossa conduta, o resto sairá como consequência natural.  Não se pode ocultar a luz dos cristãos, não se pode ocultar uma lâmpada que brilha tanto.[...]

Não digas; não posso ajudá-los, porque, se és cristão de verdade, é impossível que não o possas fazer[...].

Cada um pode ser útil ao seu próximo, se quiser fazer o que está ao seu alcance".



(S. João Crisóstomo, Homilia sobre os Atos dos Apóstolos 20).



quarta-feira, 29 de março de 2017

DEVEMOS RESISTIR ÀS PEQUENAS TENTAÇÕES








É de grande proveito este combate para a nossa santificação, meio incessante de novos méritos. Sem grande esforço fugimos do homicídio; mais custoso achamos reprimir os assomos do mau humor.

Com pouco trabalho repelimos uma tentação de adultério; quantos perigos, porém, encontramos cada dia nos maus pensamentos, nos desejos criminosos, na familiaridade imprudente com pessoas de sexo diverso!

sexta-feira, 24 de março de 2017

Conselhos para o tempo da tentação - Cura d'Ars








"Assim como o bom soldado não tem medo do combate, assim também o bom cristão não deve ter medo da tentação.

Todos os soldados são bons em guarnição: é no campo de batalha que se faz a diferença dos corajosos e dos covardes.

A maior das tentações é não ter tentações. Quase se pode dizer que somos felizes de ter tentações: é o momento da colheita espiritual em que ajuntamos para o Céu. É como no tempo da ceifa: a gente se levanta de manhã bem cedo, dá-se muito trabalho, mas não se queixa, porque junta muito.

O demônio só tenta as almas que querem sair do pecado e as que estão em estado de graça. As outras são dele, ele não precisa tentá-las.

Se estivéssemos bem penetrados da santa presença de Deus, ser-nos-ia facílimo resistir ao inimigo.

Com este pensamento: Deus te vê! nós não pecaríamos nunca.

Havia uma santa que se queixava a Nosso Senhor depois da tentação e Lhe dizia: "Onde estáveis então, meu Jesus amabilíssimo, durante essa horrível tempestade?". Nosso Senhor respondeu-lhe: "Eu estava no meio do teu coração, gostando de te ver combater."

Um cristão deve sempre estar pronto para o combate. Assim como em tempo de guerra há sempre sentinelas colocadas aqui e acolá para ver se o inimigo se aproxima, assim também devemos estar sempre alerta, para ver se o inimigo nos arma ciladas, e se nos vem surpreender."



Pensamentos escolhidos do Cura d'Ars - São João Maria Vianney




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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Sobre o Namoro Católico - Parte 7: O NAMORO EM SEU COMEÇO





COMO PRINCIPIA O NAMORO


O namoro começa ordinariamente pelo ouvido ou pelo olhar. O primeiro surge quando alguém se refere sobre as qualidades de um indivíduo. O ouvinte começa a alimentar uma esperança de um futuro namoro. Muitas vezes, comunicam-se por correspondência, escrevendo um ao outro cartas e mais cartas. Ao fim chegarão a algum resultado ou se cansam de escrever e tudo fracassa.

O namoro pelo olhar é muito comum. Começa-se quando os dois se encontram em festas, na rua, no cinema, nos clubes, etc... e depois de um olhar de afeto nasce uma simpatia que nos conduz ao começo de um namoro.


Dois Quadros do Namoro


Achamos oportuno expor aos jovens, dois interessantes quadros sobre o começo do na moro; um perigoso, que devem evitar e outro razoável que, deve ser uma boa norma para conseguir a segurança do bem-estar futuro.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Sobre o Namoro Católico - Parte 5: CONSEQUÊNCIA DOS DOIS NAMOROS: SEGUNDO DEUS, OU SEGUNDO O DEMÔNIO


Consequências do Namoro Inspirado por Deus


1) Conserva a paz e a compreensão entre os pretendentes ao casamento.

2) Mantém e fomenta o entendimento e o amor puro entre eles.

3) Eleva o coração além da matéria, enobrece os sentimentos e dirige os pensamentos a considerar a divindade do Sacramento que vão receber.

sábado, 14 de janeiro de 2017

ESCLARECENDO DÚVIDAS E RESPONDENDO PERGUNTAS SOBRE NAMORO CATÓLICO - PARTE 2







FALEMOS ALGO SOBRE O BEIJO

Entre as perguntas comuns que dirigem a um diretor espiritual, certas almas de consciência delicada e viva, está a seguinte: - É pecado beijar?...

Escute bem querida alma, podemos bem adiantar um princípio geral: quando a consciência põe um ato em dúvida, aquele ato não será uma coisa direita e boa. 

A dúvida e a inquietude que acompanham o beijo dos namorados é uma prova clara de que aquele ato é pecado.

Os namorados que fazem esta pergunta para saberem se o beijo é pecado ou não, nunca fizeram tal pergunta quando foram beijados por seus pais. E por que? - A resposta é que este beijo sai de um afeto puro, e aquele originado pela paixão, a malícia e a dúvida, logo não deixa de ser pecado...

sábado, 7 de janeiro de 2017

A devoção reparadora dos cinco primeiros sábados do mês



A devoção reparadora dos cinco primeiros sábados do mês


Padre Fabrice Delestre



Preâmbulo



Os dois pedidos de 13 de julho de 1917.



A 13 de junho de 1917, a Santíssima Virgem disse à Lúcia: “Jesus quer estabelecer no mundo a devoção do meu Imaculado Coração”. Depois os três pastorzinhos viram Nossa Senhora tendo em sua mão direita um coração cercado de espinhos. Compreenderam que era o Coração Imaculado de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que pedia reparação.

No dia 13 de julho, a rainha do céu repetiu as mesmas palavras e as esclareceu fazendo dois pedidos concretos e precisos: “Se fizerem o que vou vos dizer, muitas almas serão salvas e haverá paz. [...] Voltarei para pedir a consagração da Rússia ao meu Coração Imaculado e a devoção reparadora dos primeiros sábados (do mês).”

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

SENTIMENTOS DE CONFORMIDADE COM A VONTADE DE DEUS.













“Terno  Coração  de  Jesus ,  cada  vez  que  eu disser :  Deus seja bendito! - ou : Faça-se a vontade  de  Deus!  - proponho  por  este  meio  aceitar  todas  as  disposições  de  vossa  providencia a meu  respeito,  no  tempo  e  na  eternidade.

Não quero  outro  estado  de  vida ,  outra  casa, outro  alimento,  outra  saúde,  outras  vestes  que as  que  me  derdes. 

Não  quero  outra  fortuna, outro  emprego,  outros  talentos  que  os  que  me haveis  destinado.

Se  quereis  que  meus negocios  não  saiam bem, meus  projetos  se  esvaeçam,  meus processos  se percam,  tudo  que  possuo  seja  roubado,  eu  o quero  também.
·
Se  quereis  que  eu  seja  desprezado,  odiado, abandonado,  difamado,  maltratado,  até  por aqueles  a  quem  tenho  mais  amor :  eu  o  quero também.

Se quereis que eu seja privado  de tudo,  banido de  minha  pátria,  encerrado  num  calabouço,  e viva  em  penas  e  agonias  contínuas :  eu  o  quero também.

Seja  tudo  como  for  de  vosso  agrado  e  pelo tempo  que  quiserdes.

Minha vida mesma ponho entre  vossas  mãos;  aceito  a  morte  que  me destinais, e  todas  as penas que devem acompanha-la.

Uno  minha  morte  à  vossa,  ó  meu  Salvador,  e vo-la  ofereço  em testemunho  de meu amor para convosco. 

Quero  morrer  para  vos  agradar  e cumprir  vossa  divina  vontade.

Ó Jesus, Maria,  José,  objetos  de meu amor, sofra  eu  por  vós,  por  vós  morra,  seja  eu  todo para  vós  e  mais  de  modo  nenhum  para  mim mesmo. Amém.”




Santo Afonso Maria de Ligório

Excerto do livro:  “O segredo do Sagrado Coração de Jesus”


 
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Devoção Reparadora das Nove Primeiras Sextas Feiras ao Sagrado Coração de Jesus










Nota do blog: 

Como vivemos em tempos de crise da Igreja, devemos fazer esta devoção da maneira que nos é possível:

- Fazendo um sério exame de consciência com firme propósito de emenda e firme propósito de confessar-se quando for possível estar com um Padre Católico.


- Fazendo as orações e meditações abaixo propostas.

- Fazendo a Comunhão Espiritual.

- Viver catolicamente.




VIVA CRISTO REI!









REFLEXÕES A FAZER NA NOITE ANTES DA PRIMEIRA SEXTA-FEIRA DE CADA MÊS



Alma minha, reentra em ti mesma e considera por um instante quanto te ama o Coração de Jesus...

A devoção reparadora dos cinco primeiros sábados do mês







Nota do blog: 

Como vivemos em tempos de crise da Igreja, devemos fazer esta devoção da maneira que nos é possível:

- Fazendo um sério exame de consciência com firme propósito de emenda e firme propósito de confessar-se quando for possível estar com um Padre Católico.


- Fazendo as orações e meditações abaixo propostas.

- Fazendo a Comunhão Espiritual.

- Viver catolicamente.




VIVA CRISTO REI!










A devoção reparadora dos cinco primeiros sábados do mês



Padre Fabrice Delestre



Preâmbulo Os dois pedidos de 13 de julho de 1917.



A 13 de junho de 1917, a Santíssima Virgem disse à Lúcia: “Jesus quer estabelecer no mundo a devoção do meu Imaculado Coração”. Depois os três pastorzinhos viram Nossa Senhora tendo em sua mão direita um coração cercado de espinhos. Compreenderam que era o Coração Imaculado de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que pedia reparação.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

KIT DE SOBREVIVÊNCIA ESPIRITUAL DURANTE A CRISE DA IGREJA



Para imprimir e ter sempre consigo.

É recomendável que sejam feitos diariamente. Se não for possível, que sejam feitos ao menos aos domingos, para guardar o dia santo nos dias sem Missa.


Exame de Consciência para Adultos
Ato de Contrição e de bom propósito
Comunhão Espiritual 



Para leitura e meditação:

Consolações em tempos de perseguições:  Carta do Pe. Demarís, em plena Revolução Francesa, escreve da prisão em resposta a seus fiéis que lhe manifestaram sua preocupação ante a eventualidade de ficarem sem sacramentos e a tentação de recebê-los das mãos daqueles sacerdotes juramentados que apostataram.

Clique para adquirir o seu exemplar: http://edicoescristorei.wixsite.com/editoramcr/consolacoes-pe-demaris



Nosso Senhor não nos abandona! Não estamos sós!

Viva Cristo Rei!



 
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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Da Salvação de Nossa Alma






Da Salvação de Nossa Alma


« A salvação eterna não é só o mais importante,
senão o único negócio que nesta vida nos impende
»
(Lc 10,42)



O negócio da eterna salvação é, sem dúvida, o mais importante, e, contudo, é aquele de que os cristãos mais se esquecem!.

Não há diligência que não se efetue, nem tempo que não se aproveite para obter algum cargo, ganhar uma demanda, ou contratar tal casamento... Quantos conselhos, quantas precauções se tomam! Não se come, não se dorme!...E para alcançar a salvação eterna? O que se faz?

Nada se costuma fazer; ao contrário, tudo o que se faz é para perdê-la, e a maior parte dos cristãos vive como se a morte, o juízo, o inferno, a glória e a eternidade não fossem verdades de fé, mas apenas fábulas inventadas pelos poetas.

Quanta aflição quanto se perde um processo ou uma colheita e quanto cuidado para reparar o prejuízo!... Quando se extravia um cavalo ou um cão, quantas diligências para encontrá-los. Muitos perdem a graça de Deus, e entretanto dormem, riem e gracejam!...

“Mas vós, disse São Paulo, vós, meus irmãos, pensai unicamente no magno assunto de vossa salvação, pois constituiu o negócio da mais alta importância”. É, sem contestação, o negócio mais importante, porque é das mais graves conseqüências, em vista de se tratar da alma, e, perdendo-se esta, tudo está perdido. Devemos estimar a alma – disse São João Crisóstomo, como o mais precioso dos bens. Para compreender esta verdade, basta considerar que Deus sacrificou seu próprio Filho à morte para salvar nossas almas (Jo 3,16). O Verbo Eterno não vacilou em resgatá-las com seu próprio sangue (I Cor 6,20).

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Nossa razão de ser






“Deus nos criou e nos colocou no mundo porque nos ama. Para nos salvarmos, precisamos conhecer, amar e servir a Deus. Ó que bela vida!
 Como é belo, como é grande, conhecer, amar e servir a Deus! Só temos que fazer isto no mundo. Tudo que fazemos fora disto é tempo perdido.
Os mundanos dizem que é difícil a salvação. No entanto, não há nada mais fácil: observar os mandamentos de Deus e da Igreja e evitar os sete pecados capitais; ou, se quiserem,  
Eis uma boa regra de conduta. Só fazer aquilo que podemos oferecer a Deus.


Santo Cura d’Ars

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A ALMA DE BOA VONTADE TENDENDO À PERFEIÇÃO




A ALMA DE BOA VONTADE TENDENDO À PERFEIÇÃO



A santidade só exige da parte da alma uma condição: a boa vontade. Deus encarrega-se do resto.

A boa vontade é aquela que quer tender tudo para Deus, seu verdadeiro objeto.

Esta tendência não se faz senão por um ato: O AMOR. Amar a Deus e fazer durar este amor toda a vida é o resumo de toda a perfeição.


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

O PREÇO DA NOSSA ALMA


 

O PREÇO DA NOSSA ALMA



“Conhecemos o preço da nossa alma pelos esforços que o demônio faz para perdê-la.

O inferno liga-se contra ela, o céu em favor dela...

Oh! Como ela é grande!”


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Da Salvação de Nossa Alma

Santo Afonso Maria de Ligório


« A salvação eterna não é só o mais importante,
senão o único negócio que nesta vida nos impende »
(Lc 10,42)

O negócio da eterna salvação é, sem dúvida, o mais importante, e, contudo, é aquele de que os cristãos mais se esquecem!.

Não há diligência que não se efetue, nem tempo que não se aproveite para obter algum cargo, ganhar uma demanda, ou contratar tal casamento... Quantos conselhos, quantas precauções se tomam! Não se come, não se dorme!... E para alcançar a salvação eterna? O que se faz?

Nada se costuma fazer; ao contrário, tudo o que se faz é para perdê-la, e a maior parte dos cristãos vive como se a morte, o juízo, o inferno, a glória e a eternidade não fossem verdades de fé, mas apenas fábulas inventadas pelos poetas.

Quanta aflição quanto se perde um processo ou uma colheita e quanto cuidado para reparar o prejuízo!... Quando se extravia um cavalo ou um cão, quantas diligências para encontrá-los. Muitos perdem a graça de Deus, e entretanto dormem, riem e gracejam!...

“Mas vós, disse São Paulo, vós, meus irmãos, pensai unicamente no magno assunto de vossa salvação, pois constituiu o negócio da mais alta importância”. É, sem contestação, o negócio mais importante, porque é das mais graves conseqüências, em vista de se tratar da alma, e, perdendo-se esta, tudo está perdido. Devemos estimar a alma – disse São João Crisóstomo, como o mais precioso dos bens. Para compreender esta verdade, basta considerar que Deus sacrificou seu próprio Filho à morte para salvar nossas almas (Jo 3,16). O Verbo Eterno não vacilou em resgatá-las com seu próprio sangue (I Cor 6,20).

Daí esta palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Que dará o homem em troco de sua alma?” (Mt 16,26). Se tem tamanho valor a alma, qual o bem do mundo que poderá dar em troca o homem que a vem a perder?

Razão tinha São Filipe Neri em chamar de louco o homem que não trabalhava na salvação de sua alma. Se houvesse na terra homens mortais e homens imortais e aqueles vissem estes se aplicarem afanosamente às coisas do mundo, procurando honras, riquezas e prazeres terrenos, dizer-lhes-iam sem dúvida: « Quanto sois insensatos! Podeis adquirir bens eternos e só pensais nas coisas miseráveis e passageiras, condenando-vos a penas eternas na outra vida!... Deixai-os, pois, nesses bens s´´o devem pensar os desventurados que, como nós, sabem que tudo se acaba com a morte!... ». Isto, porém, não é assim: todos somos imortais...

A salvação eterna não é só o mais importante, senão o único negócio que nesta vida nos impende (Lc 10,42). “Que aproveita ao homem, disse o Senhor, ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? (Mt 16,26).

Se tu te salvas, meu irmão, nada importa que no mundo hajas sido pobre, perseguido e desprezado. Salvando-te, acabar-se-ão os males e serás feliz por toda a eternidade. Mas se te enganares e te perderes, de que te servirá no inferno haveres desfrutado de todos os prazeres do mundo, teres sido rico e cortejado? Perdida a alma, tudo está perdido: honras, divertimentos e riquezas.

Dirá Deus para ti no dia do Juízo, que coloquei-te neste mundo não para divertir-se, nem enriquecer, nem adquirir honras, senão para salvar sua alma, infelizmente a tudo tu atendeste, menos à salvação de tua alma!

Os mundanos não pensam no presente e nunca no futuro. Este é o único negócio, porque só temos uma alma. “Com receio e com tremor, trabalhai na vossa salvação” (Fl 2,12). Quem não receia nem teme perder-se não se salvará, porque para se salvar é preciso trabalhar e empregar violência (Mt 11,12).

Negócio importante, negócio único, negócio irreparável. Não há falta que se possa comparar, diz Santo Eusébio, ao desprezo da salvação eterna. Todos os demais erros podem ter remédio.

Perdido os bens, é possível readquirir outros por meio de novos trabalhos. Perdido um emprego, pode ser recuperado. Ainda no caso de perder a vida, se salvar a alma, tudo está preparado. Mas, para quem, se condena, não há possibilidade de remédio. Morre-se uma vez, e perdida uma vez a alma, está perdida para sempre.

Só restará o pranto eterno com os outros míseros insensatos do inferno, cuja pena e maior tormento consiste em pensar que para eles já não há mais tempo de remediar sua desdita (Jr 8,20). qual não seria o pesar daquele, que, tendo podido prevenir e evitar com pouco esforço a ruína de sua casa, a encontrasse um dia desabada, e só então considerasse seu descuido, quando não houvesse já remédio possível?

E se alguém objetar: Mesmo que cometa este pecado, porque ei de condenar-me?... Acaso, não poderei salvar-me? Responder-lhe-ei: Também pode ser que te condenes. Ainda direi que até há mais probabilidade em favor de tua condenação, porque a Sagrada Escritura ameaça com este tremendo castigo os pecadores obstinados, como tu o és neste instante. “Ai dos filhos que desertam!” (Is 30,1), diz o Senhor. “Ai daqueles que se afastam de mim” (Os 7,13).

E não pões ao menos, com esse pecado cometido, a tua salvação eterna em grande perigo e grande incerteza? E qual é esse negócio que assim se pode arriscar? Não se trata de uma casa, de uma cidade, de um emprego; trata-se, diz São João Crisóstomo, de padecer uma eternidade de tormentos e de perder um paraíso de delícias. E esse negócio, que tanto te deve importar, queres arriscá-lo por um “talvez”? Acaso, esperas que Deus aumente para ti suas luzes e suas graças depois que tu hajas aumentado ilimitadamente tuas faltas e pecados?

O dia da morte é chamado o dia da perda, porque perdermos as honras, as riquezas e os prazeres, enfim, todos os bens terrenos. Por esta razão diz Santo Ambrósio que não podemos chamar nossos, esses bens, porque não podemos levá-los conosco para o outro mundo; somente as virtudes nos acompanham para a eternidade.

“De que serve, pois, ganhar o mundo inteiro, se à hora da morte, perdendo a alma, tudo perde?”... Oh! Quantos jovens, penetrados desta grande máxima, resolveram entrar na clausura! Quantos anacoretas conduziu ao deserto! A quantos mártires moveu a dar a vida por Cristo!

Por meio destas máximas soube Santo Inácio de Loyola chamar para Deus inúmeras almas, entre elas a alma formosíssima de São Francisco Xavier que, residindo em Paris, ali se ocupava em pensamentos mundanos. “Pensa, Francisco, lhe disse um dia o Santo, pensa que o mundo é traidor, que promete e não cumpre; mas ainda que cumprisse o que promete, jamais poderia satisfazer teu coração. E supondo que o satisfizesse, quanto tempo poderá durar essa felicidade? Mais que tua vida? E no fim dela, levarás tua dita para a eternidade? Existe, porventura, algum poderoso que tenha levado para o outro mundo uma moeda sequer ou um criado para seu serviço?...” Movido por estas considerações, São Francisco Xavier renunciou ao mundo, seguiu Santo Inácio de Loyola e se tornou um grande santo.

É mister pesar os bens na balança de Deus e não na do mundo, que é falsa e enganadora (Os 12,7). Os bens do mundo são desprezíveis, não satisfazem e acabam depressa. “Meus dias passaram mais depressa que um correio; passaram como um navio...” (Jo 9,25)

Passam e fogem velozes os breves dias desta vida; e o que resta por fim dos prazeres terrenos? Passaram como navios. O navio não deixa vestígio de sua passagem (Sb 5,10).

“O tempo é breve...os que se servem do mundo, sejam como se dele não se servissem, porque a figura deste mundo passa...” (I Cor 7,31). Procuremos, pois, viver de maneira que à hora de nossa morte não se nos possa dizer o que se disse ao néscio mencionado no Evangelho: “Insensato, nesta noite há de exigir de ti a entrega de tua alma; e as coisas que juntaste, para que serão?” (Lc 12,20). E logo acrescenta São Lucas: “Assim é que sucede a quem enriquece para si, e não é rico aos olhos de Deus” (Lc 12,21).

Mais adiante diz: “Procurai entesourar para o céu, onde não chegam os ladrões nem rói a traça” (Mt 6,20).

Façamos, pois todo o esforço para adquirir o grande tesouro do amor divino. “Que possui o rico, se não tem caridade? E se o pobre tem caridade, o que não possui?”, diz Santo Agostinho. Quem possui todas as riquezas, mas não possui a Deus, é o mais pobre do mundo. Mas o pobre que possui a Deus possui tudo... E quem é que possui a Deus? Aquele que o ama. “Quem, permanece na caridade, em Deus permanece, e Deus nele” (I Jo 4,16).


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