Assine para receber os posts em sua caixa de e-mails

INFORME SEU E-MAIL AQUI:

Delivered by FeedBurner

Mostrando postagens com marcador conversão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador conversão. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de maio de 2017

CONVERTIDO POR UMA AVE-MARIA.








O Bem-aventurado João Haroldo narra a história de um homem que vivia continuamente em pecado mortal.

Sua mulher, pessoa de angélica piedade, não podendo conseguir que ele mudasse de vida, obteve, à força de pedidos e súplicas, que rezasse uma Ave-Maria cada vez que encontrasse na estrada uma imagem da Santíssima Virgem.

Mais por agradar do que por devoção, aquele desgraçado prometeu e cumpriu sua promessa.

Um dia, quando ia para uma orgia, viu brilhar uma luz a pouca distância. Aproximou-se, como que impelido por mão invisível e misteriosa, e logo se lhe deparou uma estátua de Maria com Jesus nos braços.

Segundo o seu costume, rezou a Ave-Maria. Mas quando ia acabar, reparou que o Menino Jesus estava coberto de feridas, das quais o sangue corria abundantemente. E pensou:

— Ai de mim! São meus pecados que abriram estas chagas em meu divino Redentor.

Estas reflexões arrancaram-lhe dos olhos lágrimas amargas. Mas o Menino Jesus desviou dele seu olhar. Então o pecador, com grande vergonha e confusão, dirigiu-se a Maria:

— Mãe de misericórdia, vosso Filho me rejeita. Intercedei por mim, pois vós sois meu único refúgio.

— Oh! Pecador ingrato! — respondeu-lhe Maria. — Chamais-me de mãe de misericórdia e me tornais a mais miserável das mães, renovando a Paixão de meu Filho e as angústias que nela sofri.

Contudo, como Maria não pode despedir ninguém sem consolação, pôs-se a pedir a seu Filho por aquele pecador contrito. Jesus mostrava-se pouco disposto a perdoar.

Então a Virgem compassiva, depondo o Menino Jesus no chão e ajoelhando-se a seus pés, disse:

— Oh! Meu Filho! Não me levantarei enquanto não houver obtido o perdão para este infeliz.

— Minha Mãe, nada posso negar-vos. Que este pecador chegue-se mais perto e venha beijar minhas chagas.

Aquele homem, derramando lágrimas e arrebatado pela gratidão, aproximou-se do Divino Menino, cujas chagas se fechavam à medida que ele ia encostando nelas os lábios.

Jesus dignou-se abraçá-lo, como sinal de reconciliação.

A conversão daquele pobre pecador foi sincera e duradoura. Passou ele o resto da vida na prática de todas as virtudes cristãs e salientou-se por uma afetuosa gratidão para com Aquela que lhe restituíra, por um modo tão imprevisto, a amizade de seu Deus.









 
Visite nossos blogs associados:
+
Informe seu e-mail para receber as publicações de VIRTUDES FEMININAS: Delivered by FeedBurner.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Quem medita na morte, não pode amar a terra.











"Por  que,  entretanto,  há  tantos  desgraçados  que  amam este mundo? Porque não pensam na morte. Míseros filhos de Adão — diz-nos o Espírito Santo, — por que não arrancais do coração os afetos terrenos, que  fazem  amar  a  vaidade e  a  mentira?  (Sl  4,3).

O que  aconteceu  a  teus  antepassados,  sucederá  também a ti; eles moraram nesta mesma casa, dormiram nesse mesmo leito, mas já não existiu: o mesmo acontecerá a ti.

Entrega-te, pois, a Deus, meu caro irmão, antes que chegue a morte.

Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje (Ecl 9,10); porque o dia presente passa e não volta; e amanhã  a  morte  poderia  apresentar-se  e  nada  te permitiria  fazer.

Procura, sem demora, libertar-te do que  te  afasta  de  DeusRompe,  sem  tardança,  com todo laço que te prende aos bens da terra, antes que a  morte  os  venha  arrebatar.

Bem-aventurados  os que, ao morrer, já se acham mortos para as afeições terrenas (Ap 14,13). Estes não temem a morte, antes a desejam e abraçam alegremente. Em vez de separá-los dos bens que amam, une-os ao Sumo Bem, que é o único objeto digno de amor e que os tornará eternamente felizes.”





Excerto do livro “Preparação para a morte”
de Santo Afonso Maria de Ligório

Link para download do livro completo: aqui





Visite nossos blogs associados:
+
Informe seu e-mail para receber as publicações de VIRTUDES FEMININAS: Delivered by FeedBurner.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Meditações sobre a hora da morte.



A morte do justo e a morte do pecador obstinado




“Achando-se Filipe II, rei de Espanha, às portas da morte, mandou vir seu filho à sua presença e, abrindo o manto real com que se cobria, mostrou-lhe o peito já roído de vermes, dizendo: Príncipe, vede como se morre e como se acabam todas as grandezas deste mundo.

Foi  com  razão  que  Teodoreto  disse  que a morte não teme riquezas, nem poder, nem púrpura; e que tanto os vassalos como os príncipes se tornam presa de corrupção. Assim, todo aquele que morre, ainda que seja príncipe, nada leva consigo ao túmulo.

Toda a sua glória acaba no leito mortuário (Sl 48,18).

Refere Santo Antônio que, na morte de Alexandre Magno, exclamara um filósofo: “Aí está quem ontem calcava  a  terra  aos  pés;  hoje  é  pela  terra  oprimido. Ontem cobiçava a terra inteira; hoje basta-lhe um espaço de sete palmos. Ontem dirigia exércitos inumeráveis através do mundo; hoje uns poucos coveiros o levam ao túmulo”.

Mas escutemos, antes de tudo, o que disse o próprio Deus: “Por que se ensoberbece o pó e a cinza?” (Eclo 10,9). “Homem, não vês que és pó  e  cinza,  de  que  te  orgulhas?  Para  que  te  serve consumir teus anos e teu espírito em adquirir grandezas deste mundo? Virá a morte e então se dissiparão todas  essas  grandezas  e  todos  os  teus  projetos” (Sl 145,4).

Quão preferível foi a morte de São Paulo Eremita, que viveu  sessenta  anos  em uma gruta, à de Nero, imperador  de  Roma!

Quanto  mais  feliz  a  morte  de São  Félix,  simples  frade capuchinho,  do  que  a  de Henrique VIII, que passou sua vida entre as pompas reais, mas sendo inimigo de Deus!

É preciso considerar,  porém,  que  os  Santos,  para  alcançar  morte  semelhante, abandonaram tudo: pátria, delícias e quantas esperanças o mundo lhes oferecia, para abraçarem vida pobre e menosprezada. Sepultaram-se  em  vida  sobre  a  terra,  para  não serem sepultados no inferno depois da morte.

Como, porém,  os  mundanos  podem esperar  morte  feliz,  vivendo, como vivem, em pecados, prazeres terrestres e  ocasiões  perigosas? 

Deus  preveniu  os  pecadores que na hora da morte o procurarão e não o hão de achar (Jo 7,34). Disse que então já não será tempo de  misericórdia,  mas  sim  de  justa  vingança  (Dt 21 32,15).

A razão nos ensina esta mesma verdade, porque, na hora da morte, o mundano se achará fraco de espírito, obscurecido e duro decoração pelos maus hábitos que contraiu; as tentações então manifestar-se-ão mais violentas, e ele, que em vida se acostumou a render-se e a deixar-se vencer, como resistirá naquele transe? Seria necessária uma graça extraordinária e poderosa para lhe transformar o coração.

Mas será Deus obrigado a lha conceder? Ou talvez a mereceu pela vida desordenada que levou?

E, no entanto, trata-se nessa ocasião da desdita ou da felicidade eterna.

Como é possível, ao pensar nisto, que aquele que crê nas verdades da fé não renuncie a tudo para entregar-se  inteiramente  a  Deusque  nos  julgará  segundo nossas obras?”




Excerto do livro “Preparação para a morte”
de Santo Afonso Maria de Ligório


Link para download do livro completo: aqui



Visite nossos blogs associados:
+
Informe seu e-mail para receber as publicações de VIRTUDES FEMININAS: Delivered by FeedBurner.

CALENDÁRIO 2019

CALENDÁRIO 2019
COMPRE AQUI!