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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Da Lei Anti-Palmadas

Minha mãe nos governava com o olhar. Era medo antes do natural respeito. Medo de apanhar, sim. Porque? Porque levamos umas boas palmadas (ou cintadas...), na hora certa, na quantidade certa, terapeuticamente. Estamos vivos, todos. Saudáveis, fortes, todos diplomados em Universidades, todos constituímos família, temos filhos, e até netos.
Minha mãe também tinha unhas compridas, afiadas, doiam. Foram poucos e elucidativos beliscões que me encaminharam à vida adulta, pautada pela honestidade, a plena cidadania, a religiosidade.
Não gostava, eu lembro bem, como lembro que em determinados momentos eu até a odiava por isso, por aquele estranho senso de justiça e de aplicação da pena rápida e rasteira, que às vezes, não nos deixava tempo de escapulir (bem que tentávamos, é inato!). Mas hoje eu lhe sou eternamente grata. Ela me ensinou a ser um ser humano completo, uma pessoa melhor, uma mãe. Não tão boa como ela, não tão capaz. Mas minha filha é uma pessoa boa, correta, cristã e pelo que ela demosntra e diz, pasmem, pretende continuar na linha pedagógica da avó materna, da qual provou algumas poucas vezes, embora já mitigada tal sábia pedagogia pela idade avançada e a serenidade que só as avós têm. Grande mãe, maior ainda como avó. Uma heroína.

O que a Modernidade trouxe de bom ao mundo?

Os traumas de infância que esses políticos incompetentes trazem consigo para pensar em absurdos desse nível, assim como a maioria dos psi-cólogos, psi-quiatras, psi-qualquercoisa demonstram trazer tb deveriam ter ido melhor conduzidos pelas rspectivas mãe, por demais indolentes ou preguiçosas.

O olhar de minha mãe ainda me conduz pela vida, não como uma força manipuladora, controladora, um peso e uma condenação eterna, mas como um anjo bom, protetor, a zelar pelo me bem estar e de minha família. Merecedora da grata sensação do dever cumprido.

"quem ama seu filho castiga-o com frequencia, para que se algre com ele mais tarde" (Eclo 30,1) - entre tantas perolas de sabedoria e de pedagogia aplicada, antídotos contra a hodierna maleducação, desonestidade e crimes.

Eu lembro de outro (não lembro o livro, versiculos e tal, pois não sou protestante) que dizia, mais ou menos" é melhor que teu filho chore quando pequeno, que você chore por ele quando ele for adulto"... ou algo assim.

E depois se queixam que não há uma Manual que ensina os pais a serem pais... AlÔÔÔÔÔÔ Existe, sim!

Eu temo pelo que há de vir dessas políticas mal ajambradas de nossos governantes, que, políticos que são (da pior especie e no pior sentido da palavra), querem agradar gregos e troianos e nos arrastam para o caos social, a bandalheira, a anarquia.

Giulia d'Amore di Ugento

terça-feira, 16 de março de 2010

Lettera alla madre


«Mater dulcissima, ora scendono le nebbie,
il Naviglio urta confusamente sulle dighe,
gli alberi si gonfiano d’acqua, bruciano di neve;
non sono triste nel Nord: non sono
in pace con me, ma non aspetto
perdono da nessuno, molti mi devono lacrime
da uomo a uomo. So che non stai bene, che vivi,
come tutte le madri dei poeti, povera
e giusta nella misura d’amore
per i figli lontani. Oggi sono io
che ti scrivo. » - Finalmente, dirai, due parole
di quel ragazzo che fuggì di notte con un mantello corto
e alcuni versi in tasca. Povero, così pronto di cuore,
lo uccideranno un giorno in qualche luogo. -
«Certo, ricordo, fu da quel grigio scalo
di treni lenti che portavano mandorle e arance,
alla foce dell’Imera, il fiume pieno di gazze,
di sale, d’eucalyptus. Ma ora ti ringrazio,
questo voglio, dell’ironia che hai messo
sul mio labbro, mite come la tua.
Quel sorriso m’ha salvato da pianti e da dolori.
E non importa se ora ho qualche lacrima per te,
per tutti quelli che come te aspettano,
e non sanno che cosa. Ah, gentile morte,
non toccare l’orologio in cucina che batte sopra il muro,
tutta la mia infanzia è passata sullo smalto
del suo quadrante, su quei fiori dipinti:
non toccare le mani, il cuore dei vecchi.
Ma forse qualcuno risponde? O morte di pietà,
morte di pudore. Addio, cara, addio, mia dulcissima mater. »
(Salvatore Quasimodo)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Angelo Custode (Anjo da Guarda)





Saro' un angelo dalle piccole ali

e volero' leggero

fino alle profondita' del tuo cuore...

Mi spingero' ancora più giù

giù ...fino a toccare il tuo amore...

Dormiro'!

Sognero',

cullato dai battiti del tuo cuore buono

e morirò solo quando smetterai di amarmi...

Sara' il sopirsi dei battiti

Che mi togliera' il respiro...

Solo allora volero' in alto

volero' via con le mie piccole ali...


Anonimo







Serei um anjo com pequenas asas



e voarei suavemente

até as profundezas de teu coração...

E voarei ainda mais dentro

dentro... até tocar o teu amor...

Dormirei!

Sonharei!

embalado pelas batidas do teu coração bom

e morrerei sozinho quando deixarás de me amar...

Será o silenciar das batidas

que me tirará o sopro...

Só então voarei pro alto

me irei com minhas pequenas asas...

Anonimo

sexta-feira, 12 de março de 2010

Meu Destino

Posto que não creio em destino,
eu e André nos conhecemos, mais ou menos, assim...


Meu Destino

Nas palmas de tuas mãos

leio as linhas da minha vida.

Linhas cruzadas, sinuosas,

interferindo no teu destino.

Não te procurei, não me procurastes –

íamos sozinhos por estradas diferentes.

Indiferentes, cruzamos

Passavas com o fardo da vida...

Corri ao teu encontro.

Sorri. Falamos.

Esse dia foi marcado

com a pedra branca

da cabeça de um peixe.

E, desde então, caminhamos

juntos pela vida...


CORA CORALINA

sábado, 6 de março de 2010

Ugento - versi liberi

Scorcio della Piazza San Vincenzo

Ugento - versi liberi ©


Voglio ritornare al mio paese,
ma non di giorno,
voglio arrivarci notte alta
quando la quiete e il vento appena
camminano per le strade
della verde età
e c'è solo il rumore di un cuore
correndo tra i cortili chiacchierini
di trent'anni fà.

Voglio sorprendere il giorno
dalla finestra di una vecchia stanza,
cercare antichi odori di aranci, a primavera,
il bucato appeso a fili lunghi come i sogni,
e ricordare i nomi... e legarli ai volti,
e so che sentirò le assenze
che il tempo ha lasciato tra le genti
ma rivedrei i visi a me cari
con gli occhi della mente
e finalmente avrò pace nem mio cuore.

Giulia d'Amore di Ugento


mura... finestre...
il giardino del castello
il borgo

 
centro storico
Entrata del castello
Cattedrale
Chiesa di Sant'Antonio
Castello d'Amore
 
Panorama



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