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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Sobre a Virtude.





"(...) Virtude é o hábito de agir honestamente de acordo com as normas retas de conduta. Só se é realmente livre quem sabe dominar-se. 

A moça virtuosa é livre. Controla a afetividade, reprime energicamente os impulsos passionais: declarações imprudentes de amor, carícias extemporâneas, explosões de cólera, numa palavra: toda a impetuosidade irracional do temperamento, dos instintos inferiores.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A maior felicidade que o homem pode experimentar.



"(...) Aqueles que amam a Deus, vivem sempre satisfeitos, porque todo o seu prazer é cumprir a divina vontade, mesmo nas coisas que lhe são desagradáveis, tanto que as inquietações se mudam em deleites pelo pensamento de que, aceitando-as voluntariamente, agradam a seu amado Senhor.

"Tudo quanto acontecer ao homem justo, o não entristecerá" (Provérbios, XII, 21). E, com efeito, que maior felicidade pode o homem esperimentar, do que o cumprimento de seus desejos?

Então, quando se deseja o que Deus quer, tem cada um tudo quanto deseja, pois que (exceto o pecado) tudo quanto suceder no mundo é pela vontade de Deus.

As almas resignadas, diz Salviano, quando se sentem humilhadas, confessam a sua humilhação; quando são pobres, sofrem voluntariamente a sua pobreza; em uma palavra, resignam-se a tudo quanto lhes acontece, e por isso são sempre felizes durante a vida.

Se chega o calor, o frio, ou a chuva, aquele que se conforma à vontade do Senhor diz: "Eu desejo que haja calor, e frio, ou chuva, porque esta é a vontade de Deus."

Se a pobreza, a perseguição ou doença o afligem, ou a mesma morte, ele dirá: "eu desejo ser pobre, perseguido ou doente, porque esta é a vontade de Deus." 

É esta a gloriosa liberdade que os filhos de Deus gozam, a qual vale mais do que todos os reinos e principados deste mundo: Esta é a sólida paz que os Santos desfrutam, que excede a toda a compreensão. E todos os prazeres sensuais, festas, banquetes, honras e mundanas gratificações são vaidade e caducidade, e, enquanto que fascinam e entretem por alguns momentos, afligem o espírito, onde só pode haver a verdadeira felicidade.

Aqui exclama Salomão, depois de ter esgotado o gozo das delícias do mundo: "Mas isto é também vaidade e vexação de espírito".

O louco, diz o Espírito Santo, muda como a lua, mas o homem justo continua em seu juízo, assim como o sol. 

O insensato, isto é, o pecador, muda como a lua, hoje está no crescente, amanhã no minguante, hoje está alegre, amanhã triste, hoje meigo, amanhã furioso; e por que? Porque a sua felicidade depende da prosperidade e adversidade que ele pode encontrar, e então muda conforme as circunstâncias.

Mas o homem justo é como o sol, sempre igual na sua serenidade, sejam os sucessos quais forem; porque a sua felicidade está na conformidade com a vontade divina, e por esta conformidade goza uma inalterável paz.


"Paz na terra aos homens de boa vontade", disse o Anjo aos pastores (S. Lucas, II, 14) E quem são estes homens de boa vontade? São aqueles que estão unidos à divina vontade, a qual é sempre soberanamente boa e perfeita.



Excerto do livro "Tratado da Conformidade com a Vontade de Deus",
de Santo Afonso Maria de Ligório.

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terça-feira, 2 de julho de 2013

O mito de alcançar a felicidade levando uma vida de prazeres

Quase todas as pessoas foram educadas com a ideia de que, satisfazendo os seus caprichos, é possível levar uma vida de prazer, que o mundo dá, e ser feliz nesta terra, pelo menos. E mais outra mentira: se morrer, ao último momento pode ser ainda que arrepender, e que, por causa disso, ir para o céu. De maneira que então terá acumulado: a felicidade na terra e a felicidade no céu.


Ter tudo o que se deseja não dá a felicidade

Há, nessas ideias, uma porção de enganos a considerar.  Um primeiro engano decorre da facilidade do homem em saciar-se. Há uma qualquer disposição pela qual a pessoa só é feliz com uma coisa muito boa, nova.  Quando ela se habitua, aquilo deixa de dar felicidade.  Por mais excelente que seja, por mais magnífico que seja, quando ela se habitua, aquilo deixa de dar felicidade, e ela quer uma outra coisa nova.

Frequentemente o ponto de comparação é com alguém que tem mais do que ela:  “Humm, que coisa boa se eu conseguir isso…” É um engano, porque a realidade da vida é outra.  Quando encontrarmos o que julgamos dar felicidade aqui na terra, iremos perceber que aquele mais nos habituou e está sem graça. Então quereremos mais, quereremos mais…, senão caímos na frustração. E nada faz a vida feliz.


A verdadeira felicidade: equilíbrio de alma dado pela graça da Fé

Ora, uma pessoa pode ter uma vida até muito difícil, e no entanto não ser infeliz.  E estar sempre animada, sempre contente e ajudar os outros a carregar pesos mais leves do que o que ela carrega.

De onde vem essa disposição de alma? Vem da graça, vem da fé, vem da oração bem feita, pela qual a pessoa obtém um certo equilíbrio de alma, que esse sim dá a verdadeira felicidade.

O verdadeiro equilíbrio de alma faz com que a pessoa tome tudo direito e encaminhe direito aquilo que deve encaminhar. Supõe sofrimento, é verdade. Mas, uma vez feito esse sofrimento, a pessoa alcança um patamar de vida absolutamente superior. Esse a pessoa sensata não troca por nada!

Ser uma pessoa feliz apesar das dificuldades é ter esperança nas promessas feitas por Nossa Senhora. Felizmente, a Providência divina sempre nos proporciona conhecer gente assim. Às vezes é até pessoa doente, de nervos fracos, etc., porém que está sempre animada, tocando para frente, afável, acolhedora, gentil. Porque tem um bom equilíbrio de alma, às vezes difícil de reconstruir a todo momento.

São Paulo tem uma frase muito bonita: Super abundo gaudii tribulationibus meis – É mais ou menos: “Eu tenho um gáudio, uma alegria, superabundante, no meio das minhas tribulações”.

A cena mais triste que há na história do mundo é a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, na Cruz, e Nossa Senhora olhando o Filho d’Ela morrer na Cruz. Ele sofreu o que nunca nenhum homem sofreu, de um lado.  De outro lado, nunca uma Mãe amou tanto seu filho quanto Ela o amava.

Até o momento em que Ele gritou Eli, Eli, lahma sabactani, Ela estava de pé, aguentou tudo, transida de dor, mas querendo. Ela queria que aquilo se passasse para que nós fôssemos salvos!  De maneira que, no fundo, Ela estava contente.  Segundo São Francisco de Sales, na “fina ponta da alma” –  o que a alma tem de mais alto, que é o desejo da mais profunda felicidade –, ali Ela estava, feliz…

Peçamos a Ela que nos conceda participar desse equilíbrio de alma.

Link deste artigo: http://www.espacojames.com.br/?cat=8&id=3122.

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