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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Como devemos nos unir com a divina vontade.




"(...) Prossigamos e consideremos em que coisas nos devemos unir com a divina vontade.

1) Devemos unir-nos a vontade de Deus nas coisas naturais, como quando faz frio, calor, quando chove, ou em tempo de escassez ou epidemia e em outros casos iguais.

Devemos abster-nos de dizer: 
- que intolerável frio!
- que horroroso calor!
- que desagradável estação!
- ou fazermos uso de algumas expressões que mostrem a nossa repugnância para com a vontade de Deus.

Devemos querer tudo como é, porque Deus de tudo dispõe.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A maior felicidade que o homem pode experimentar.



"(...) Aqueles que amam a Deus, vivem sempre satisfeitos, porque todo o seu prazer é cumprir a divina vontade, mesmo nas coisas que lhe são desagradáveis, tanto que as inquietações se mudam em deleites pelo pensamento de que, aceitando-as voluntariamente, agradam a seu amado Senhor.

"Tudo quanto acontecer ao homem justo, o não entristecerá" (Provérbios, XII, 21). E, com efeito, que maior felicidade pode o homem esperimentar, do que o cumprimento de seus desejos?

Então, quando se deseja o que Deus quer, tem cada um tudo quanto deseja, pois que (exceto o pecado) tudo quanto suceder no mundo é pela vontade de Deus.

As almas resignadas, diz Salviano, quando se sentem humilhadas, confessam a sua humilhação; quando são pobres, sofrem voluntariamente a sua pobreza; em uma palavra, resignam-se a tudo quanto lhes acontece, e por isso são sempre felizes durante a vida.

Se chega o calor, o frio, ou a chuva, aquele que se conforma à vontade do Senhor diz: "Eu desejo que haja calor, e frio, ou chuva, porque esta é a vontade de Deus."

Se a pobreza, a perseguição ou doença o afligem, ou a mesma morte, ele dirá: "eu desejo ser pobre, perseguido ou doente, porque esta é a vontade de Deus." 

É esta a gloriosa liberdade que os filhos de Deus gozam, a qual vale mais do que todos os reinos e principados deste mundo: Esta é a sólida paz que os Santos desfrutam, que excede a toda a compreensão. E todos os prazeres sensuais, festas, banquetes, honras e mundanas gratificações são vaidade e caducidade, e, enquanto que fascinam e entretem por alguns momentos, afligem o espírito, onde só pode haver a verdadeira felicidade.

Aqui exclama Salomão, depois de ter esgotado o gozo das delícias do mundo: "Mas isto é também vaidade e vexação de espírito".

O louco, diz o Espírito Santo, muda como a lua, mas o homem justo continua em seu juízo, assim como o sol. 

O insensato, isto é, o pecador, muda como a lua, hoje está no crescente, amanhã no minguante, hoje está alegre, amanhã triste, hoje meigo, amanhã furioso; e por que? Porque a sua felicidade depende da prosperidade e adversidade que ele pode encontrar, e então muda conforme as circunstâncias.

Mas o homem justo é como o sol, sempre igual na sua serenidade, sejam os sucessos quais forem; porque a sua felicidade está na conformidade com a vontade divina, e por esta conformidade goza uma inalterável paz.


"Paz na terra aos homens de boa vontade", disse o Anjo aos pastores (S. Lucas, II, 14) E quem são estes homens de boa vontade? São aqueles que estão unidos à divina vontade, a qual é sempre soberanamente boa e perfeita.



Excerto do livro "Tratado da Conformidade com a Vontade de Deus",
de Santo Afonso Maria de Ligório.

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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Da necessária uniformidade da nossa vontade com a vontade de Deus









"Toda a nossa perfeição consiste em amar ao nosso amabilíssimo Deus. "A caridade é o vínculo da perfeição" (Coloss. III.4) E toda a perfeição do amor de Deus consiste em unir a nossa vontade com a Sua santíssima vontade.

"O principal efeito do amor, diz São Dionísio, é unir a vontade daqueles que se amam de maneira que se torne uma e a mesma vontade." Por conseguinte, quanto mais uma pessoa está unida com a vontade divina, maior será o seu amor. 

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