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terça-feira, 8 de julho de 2014

Última Ave-Maria, último suspiro!

Teríamos nós a graça de termos o tempo de rezar todas as ave-marias de que somos devedores? 


Achava-se num asilo de velhos um antigo soldado que, apesar de sua vida de caserna e acampamento, se conservava dócil e acessível às verdades religiosas.

Um sacerdote, que o visitava com frequência, falou-lhe da devoção do Rosário e ensinou-lhe o modo de rezá-lo.

Deu-lhe a Irmã um Rosário e o velho militar achou tamanho consolo em rezá-lo, que sentia muito não o ter conhecido antes, dizendo que o teria rezado todos os dias.

-Irmã. (perguntou um dia), quantos dias há em sessenta anos?

-21.900 dias.

-Irmã, e quantos Rosários teria eu que rezar cada dia para, em três anos, chegar a esse número?

-20 cada dia, disse-lhe a Irmã.

Daí em diante, viam-no, dia e noite, com o Rosário na mão.

Após três anos de sofrimentos, suportados com grande paciência, chegou ao seu último Rosário.

Ali o esperava a morte, pois não viveu nem um dia nem uma hora mais. Ao terminar a última Ave-Maria, deu o último suspiro, entregou sua alma a Deus.

Fonte: http://vashonorabile.blogspot.com.br/2014/06/ultima-ave-maria-ultimo-suspiro.html.





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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O Clube dos 99

Era uma vez um rei muito rico. Tinha tudo. Dinheiro, poder, conforto, centenas de súditos. Ainda assim não era feliz. Um dia, cruzou com um de seus criados, que assobiava alegremente enquanto esfregava o chão com uma vassoura. Ficou intrigado. Como ele, um Soberano supremo do reino, poderia andar tão cabisbaixo, enquanto um humilde servente parecia desfrutar de tanto prazer?

- Por que você está tão feliz? - perguntou o rei.

- Majestade, sou apenas um serviçal. Não necessito muito. Tenho um teto para abrigar minha família e uma comida quente para aquecer nossas barrigas.

O rei não conseguia entender. Chamou então o conselheiro do reino, a pessoa em que mais confiava.

-Majestade, creio que o servente não faça parte do
"Clube dos 99".

-
"Clube dos 99"? O que é isso?

- Majestade, para compreender o que é o
"Clube dos 99", ordene que seja deixado um saco com 99 moedas de ouro na porta da casa do servente. E assim foi feito.

Quando o pobre criado encontrou o saco de moedas na sua porta, ficou radiante. Não podia acreditar em tamanha sorte. Nem em sonhos tinha visto tanto dinheiro. Esparramou as moedas na mesa e começou a contá-las.

-…96, 97, 98… 99.

Achou estranho ter 99. Achou que poderia ter derrubado uma, talvez. Provavelmente eram 100. Mas não encontrou nada. Eram 99 mesmo.

Por algum motivo, aquela moeda que faltava ganhou uma súbita importância. Com apenas mais uma moeda de ouro, uma só, ele completaria 100. Um número de 3 dígitos! Uma fortuna de verdade. 


Ficou obcecado por completar seu recente patrimônio com a moeda que faltava. Decidiu que faria o que fosse preciso para conseguir mais uma moeda de ouro. Trabalharia dia e noite. Afinal, estava muito muito muito perto de ter uma fortuna de 100 moedas de ouro. Seria um homem rico, com 100 moedas de ouro.

Daquele dia em diante, a vida do servente mudou. Passava o tempo todo pensando em como ganhar 1 moeda de ouro. Estava sempre cansado e resmungando pelos cantos. Tinha pouca paciência com a família, que não entendia o que era preciso para conseguir a centésima moeda de ouro. Parou de assobiar enquanto varria chão.

O rei percebeu essa mudança súbita de comportamento e chamou seu conselheiro.

- Majestade, agora o servente faz, oficialmente, parte do
"Clube dos 99". - E continuou:

- O
"Clube dos 99" é formado por pessoas que têm o suficiente para serem felizes, mas mesmo assim não estão satisfeitas. Estão constantemente correndo atrás desse 1 que lhes falta. Vivem repetindo que, se tiverem apenas essa última e pequena coisa que lhes falta, aí sim poderão ser felizes de verdade. Majestade, na realidade, é preciso muito pouco para ser feliz; porém, no momento em que ganhamos algo maior ou melhor, imediatamente surge a sensação de que poderíamos ter mais. Com um pouco mais, acreditamos que haveria, de fato, uma grande mudança. Só um pouco mais. Perdemos o sono, nossa alegria, nossa paz e machucamos as pessoas que estão a nossa volta. E o pouco mais, sempre vira… um pouco mais. O “pouco mais” é o preço do nosso desejo.

E concluiu: Isso, majestade, é o "Clube dos 99".



Autor desconhecido


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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Um padroeira, uma oração e uma receita... Santa Zita e as rozettas!

Hoje é o dia da Padroeira das domésticas, das donas-de-casa, dos padeiros e da cidade de Lucca (Itália):


Santa Zita


Santa Zita nasceu em Lucca, Itália, em 1218, de uma família do campo, pobre, mas muito piedosa.

De pequenina bastava que lhe fosse dito que uma coisa agradava a Deus para que ela o fizesse, e que não agradava a Deus para que deixasse de fazê-lo.

Aos 12 anos, por causa da pobreza da família, teve que empregar-se como doméstica na casa de uma família rica. Sua mãe, ao despedir-se dela, recomendou-lhe que sempre em suas ações pensasse se aquilo agradava a Deus, o que lhe ajudou muito a comportar-se bem.

O chefe da família onde Zita foi trabalhar era de temperamento violento e mandava com gritos e palavras muito humilhantes. Todos os empregados reclamavam desse trato tão áspero, menos Zita que o aceitava de boa vontade para assemelhar-se a Jesus Cristo que foi humilhado e ultrajado. Também as outras empregadas tinham inveja dela e a feriam com palavras. Zita não lhes respondia, nem guardava rancor ou ressentimento. Os trabalhadores não gostavam dela porque ela demonstrava aversão pelas palavras grosseiras e histórias imorais. Chamavam-na de 'beata' e 'beija-chão'. Mas com o passar dos anos, todos se foram dando conta que era uma verdadeira santa, uma grande amiga de Deus. Era a mais dedicada a seus trabalhos nessa imensa casa e repetia que a piedade que leva alguém a descuidar-se de seus deveres ou ofícios, não é verdadeira piedade.

Um homem quis desrespeitá-la em sua castidade, e ela arranhou sua cara, fazendo com que se afastasse. Outro tentou caluniá-la diante do dono da casa e este a insultou horrivelmente. Zita não disse uma só palavra para defender-se, deixando para Deus sua defesa. Depois se soube toda a verdade e o patrão teve que arrepender-se do tratamento injusto que lhe dera, crescendo enormemente seu apreço pior àquela humilde serva.

Gastava quase todo o dinheiro de seu salário para ajudar aos pobres. Dormia sobre uma esteira colocada diretamente no solo, porque doou sua cama e seu colchão a uma família necessitada. Um dia, em pleno inverno, com temperatura a vários graus abaixo de zero, a senhora da casa lhe emprestou seu manto de lã para que fosse à igreja. Na porta desta encontrou um pobre tiritando de frio e lhe deixou o manto. Ao voltar para casa foi terrivelmente admoestada, mas pouco depois apareceu na porta da casa um senhor misterioso que trouxe um belo manto de lã. E não quis dizer quem era. As pessoas diziam: 'Um anjo do Senhor veio visitar-nos'.

Um dia, levava para os pobres entre as dobras de seu avental tudo o que havia sobrado do almoço, mas pelo caminho encontrou o furioso chefe da casa, que lhe perguntou o que levava. Ela abriu o avental e dentro só havia flores. Numa época de grande escassez distribui aos pobres grãos que se encontravam na dispensa. Quando chegou o furibundo capataz para contar os grãos, os encontrou todos ali, nunca se explicando como o fato tinha ocorrido. Quando lhe sobrava um dia livre, o empregava a visitar pobres, doentes e presos, dedicando-se especialmente aos que estavam condenados à morte.

Foi serva durante 48 anos, demonstrando que em qualquer oficio ou profissão que seja do agrado de Deus, pode-se chegar a uma grande santidade.

Morreu dia 27 de abril de 1278. Foram tantos os milagres que se operaram por seu intermédio que o Papa Inocêncio XII a declarou santa. E seu corpo se conservava incorrupto quando foi tirado do sepulcro mais de 300 anos depois de sua morte. São milhares e milhares de peregrinos que vão visitar o sepulcro e a Capela de Santa Zita ainda nos dias de hoje. E ela continua a dar esta grande lição: que num trabalho humilde pode-se ganhar uma grande glória no céu. (Texto extraído do Portal Nossa Senhora de Fátima)




Santa Zita é um exemplo de como em qualquer situação uma pessoa pode se santificar. Contando sua história, prestamos uma homenagem a todas as empregadas domésticas. Sua festa comemora-se no dia 27 de abril. Desde os 12 anos até sua morte, serviu na casa dos Fatinelli de Lucca (Itália), sendo às vezes humilhada e criticada pela família. Mereceu, entretanto, seu respeito, graças à sincera devoção e entrega a seu trabalho. O Senhor lhe favoreceu com o dom dos milagres e carismas extraordinários. O culto a Santa Zita começou pouco depois de sua morte. Seu túmulo na Basílica de São Frediano foi objeto de veneração e peregrinação de pessoas de todas as classes sociais. Canonizada em 1696, seu nome entrou para o calendário romano em 1748. Da Itália, seu culto passou ainda na Idade Média a toda a Europa, sobretudo dentro das classes populares, muito vinculada a associações de jovens empregadas. 

O Brasil também conta com importante centro de devoção e de esperança para os empregados domésticos: uma capela azul na periferia de João Pessoa, na Paraíba.


ORAÇÃO A SANTA ZITA 

Ó Santa Zita, que, no humilde trabalho doméstico, soubestes ser solícita como foi Marta quando servia Jesus Cristo em Betânia, e piedosa como Maria Madalena aos pés de Cristo, ajudai-me a suportar, com ânimo e paciência, todos os sacrifícios que me impõem os meus trabalhos domésticos; ajudai-me a tratar as pessoas da família a que sirvo como se fossem da minha família. Ajudai-me a ter sempre reconhecidos meus direitos trabalhistas, e ter sempre disposição de por eles lutar, se preciso for.
Ó Deus, recebei o meu trabalho, o meu cansaço e as minhas tribulações, e, pela intercessão de Santa Zita, dai-me forças para cumprir sempre os meus deveres, para merecer o reconhecimento dos que sirvo e a recompensa eterna no céu.
Santa Zita, ajudai-me. Amém!
 
Capela de Santa Zita, anexa à Basílica de São Frediano, em Lucca, Itália.


Agora, uma receita!

ROZETTA DE SANTA ZITA


Esta receita, tradicional da cidade de Lucca é ofertada aos fiéis de Santa Zita, no dia 27 de abril. 

INGREDIENTES
500g de farinha de trigo
3 colheres de sopa de açucar
2 colher de sopa de manteiga
4 ovos ligeiramente batidos
1 colher de sobremesa de fermento em pó
1 cálice de licor de anis ou de vinho branco (prefira o de anis!)
1 pitadinha de sal

MODE DE PREPARAR
Numa vasilha coloque a farinha (reserve um pouco), açucar, manteiga, sal e os ovos. Misture tudo muito bem e logo em seguida acrescente o licor e o fermento. Sove bem a massa até ela ficar bem elástica (se necessário, neste momento acrescente o restante da farinha). Deixe a massa descansar, em um saco plástico, por 10 minutos. Abra a massa com um rolo ou com uma máquina de abrir macarrão. Corte tiras de 2 cm  de largura por 22 cm de comprimento. Junte as pontas das bordas laterais,em breves intervalos, formando ao longo da tira diversas "canoas". Vá enrolando em espiral, apertando as conoas. Assim você formará  rosinhas. Frite em óleo bem quente. Escorra e polvilhe com açucar impalpável e canela. Esta receita rende 100 rozettas.  A massa lembra muito outro doce tradicional italiano, o CRUSTULLI.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Bolachinha da História da Páscoa!


Bolachinha da História da Páscoa!

Para ser feito no Sábado Santo.

Ingredientes:
1 copo de nozes inteiras;
1 colher de sobremesa de vinagre;
3 claras de ovos;
1 pitada de sal;
1 copo de açúcar;
1 sacolinha de plástico;
Bíblia;
colher de pau;
fita adesiva.

Pré-aqueça o forno à 150 graus (forno baixo). Coloque as nozes na sacolinha, feche e deixe as crianças quebrarem as nozes em pedaços pequenos com a colher de pau e reserve. Explique que quando Jesus foi preso pelos soldados romanos Ele apanhou. Leia João 19:1-3.

Deixe que cada criança cheire o vinagre. Coloque o vinagre em uma  tigela. Explique que quando Jesus estava com sede na cruz foi dado vinagre à Ele. Leia João 19: 28-30.

Adicione as claras ao vinagre. Os ovos representam a vida. Explique que Jesus deu a vida d'Ele para nos dar vida. Leia João 10:10-11.

Polvilhe um pouco de sal na mão de cada criança e as deixe provar, coloque uma pitada na vasilha. Explique que isto representa as lágrimas derramadas pelos seguidores de Jesus e as amarguras do nosso próprio pecado. Leia Lucas 23:27.

Até agora os ingredientes não são muito apetitosos. Adicione o açúcar. Explique que a parte mais doce da história é que Jesus morreu por amor à nós. Ele quer que nós O conheça e O ame dando a nossa vida por Ele também. Leia o salmo 34:8 e João 3:16.

Bata as claras com uma batedeira em velocidade alta por 12 a 15 minutos até que fique firme. Explique que a cor branca representa a pureza aos olhos de Deus sobre aqueles cujos pecados foram purificados por Jesus. Leia Isaías1: 18 e João 3:1-3.

Coloque as nozes quebradas em uma assadeira criando pequenos montes e cubra cada monte com a uma colher de sopa de claras em neve. Explique que cada monte rochoso representa o túmulo onde o corpo de Jesus foi colocado. Leia Mateus 27:57-60.

Coloque a assadeira no forno feche a porta e desligue o forno. Dê a cada criança um pedaço de fita para selar a porta do forno. Explique que o túmulo de Jesus foi selado. Leia Mateus 27:65-66.

HORA DE IR PARA A CAMA! Talvez as crianças sintam-se triste por deixar os biscoitos no forno durante a noite. Explique que os seguidores de Jesus ficaram perdidos quando a tumba foi selada. Leia João 16:20 e 22.

Na manhã de Páscoa abra o forno e dê a cada criança um biscoito. Observe que a superfície está rachada e quando morderem os biscoitos estarão ocos! Os seguidores de Jesus, na primeira Páscoa, ficaram surpresos ao encontrar o túmulo aberto e vazio. Leia Mateus. 28:1-9.

Ele ressuscitou!
FONTE: http://familia-igreja-domestica.blogspot.com/2011/04/bolachinha-da-historia-da-pascoa.html

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