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segunda-feira, 22 de maio de 2017

O GRAVE DEVER DO BOM EXEMPLO








Muitos são os modos pelos quais os fiéis podem e devem ajudar os outros no cuidado com a sua Salvação Eterna.

Além da oração, sacrifícios, boas obras de toda a espécie, aceitação paciente dos sofrimentos e seu oferecimento a Deus pelas mãos da Virgem Maria, os fiéis são ajudados no seu caminho para a Salvação pelo bom exemplo de uma vida cristã no cumprimento de todas as exigências, sérias mas amorosíssimas, da nossa Fé; porque deste lado do Paraíso o Amor verdadeiro exige sacrifício. "E todo aquele que não tomar a sua cruz e Me seguir não pode ser Meu discípulo." (Lc 14,27)

Tal exigência inclui modéstia no vestir, uma vez que a modéstia pressupõe, em primeiro lugar, respeito pelo próprio corpo por ser "o templo do Espírito Santo" (1 Cor 6,19) ou, melhor dizendo, amor e respeito pelo Próprio Deus presente no meu corpo e também caridade para com o próximo, que pode sofrer tentações e cair no pecado se eu não me vestir e comportar recatadamente.

Tal desordem dos apetites é uma consequência do Pecado Original e do fato de não ser possível considerar o ser humano num estado de natureza perfeita, como alguns gostariam que fosse, pois está ferido pelo pecado e, tristemente, tende para o mal.

Jesus Cristo, nosso Salvador, redimiu-nos, mas não reintegrou a nossa natureza no estado de perfeição original. Feridos pelo pecado, mas restaurados e com renovado vigor pela Graça santificante, devemos "tratar da nossa salvação com temor e tremor". (Fl 2,12)

E não devemos esquecer o aviso que Nosso Senhor nos deu: "É impossível que não haja escândalos: mas ai daquele por quem vem o escândalo. Seria melhor para ele que lhe pendurassem uma mó de moinho ao pescoço e fosse atirado ao mar do que ele escandalizasse um destes pequeninos." (Lc 17,1-2)

Portanto, irmãs e irmãos, recordemo-nos da exortação do Apóstolo, que é sempre atual através dos tempos: "Fazei tudo sem murmurações nem hesitações, para serdes sem mancha e filhos sinceros de Deus, sem necessidade de censura no meio duma geração corrompida e perversa, no meio da qual brilhareis como luzes no mundo; erguendo a Palavra da Vida para minha glorificação no dia de Cristo, porque não corri em vão nem trabalhei em vão." (Fl 2,14-16)

O convite que Jesus Cristo nos faz a todos é belo e reconfortante, mas também exige sacrifício – os sacrifícios do nosso dever quotidiano para com Deus, o que inclui ajudar os nossos irmãos e irmãs a irem para o Céu e não sermos um obstáculo à sua salvação pelo facto de nos vestirmos com falta de modéstia.










 
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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Verdadeira educação dos filhos




É comum ouvir-se pessoas que lamentam o fato de verem seus filhos corromperem e descambarem para uma vida ruim. Na sua lamentação eles dizem que deram estudo aos seus filhos, colocaram-nos em clubes esportivos, fizeram que eles aprendessem instrumentos musicais, propiciaram-lhes o estudo de línguas, de judô, de balé, mas no fim, tiveram com esses filhos enormes desilusões. 

Um viu seu filho tornar-se um devasso, outro viu sua filha amasiar-se, este viu as drogas degradarem seus filhos, aquele presenciou a morte de um deles na maior decadência moral. 

sexta-feira, 12 de maio de 2017

O PAI DE FAMÍLIA MEDIEVAL: GUARDIÃO, PROTETOR, MESTRE, CHEFE, IMAGEM DE DEUS E CUSTÓDIO DA TRADIÇÃO






“A solidariedade familiar, exprimindo-se se necessário pelo recurso às armas, resolvia então o difícil problema da segurança pessoal e a do domínio. 

Em certas províncias, particularmente no norte da França, a habitação traduz esse sentimento da solidariedade. 

O principal compartimento da casa é a sala, que congrega diante da sua vasta lareira a família. Nela se juntam para comer, para festejar os casamentos e os aniversários e para velar os mortos. 

Corresponde ao hall dos costumes anglo-saxões, pois a Inglaterra teve na Idade Média costumes semelhantes aos nossos, aos quais permaneceu fiel em muitos pontos.

A esta comunidade de bens e de afeição é necessário um administrador, e naturalmente o pai de família desempenha este papel. 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A casa






"Só pode ser na casa. Na casa de família. Na casa que se fecha, não para isolar-se da cidade, mas para abrigar da chuva e do vento a boa sementeira da amizade.

Em relação aos muros da casa de família há porém um problema semelhante ao das fronteiras das nações. Há casas patrióticas e casas nacionalistas. Poderíamos também mencionar as casas internacionalistas, onde entra e sai quem quer, onde todo o mundo faz o que lhe passa pela cabeça, e onde, em suma, impera tamanha tolerância que não seria impróprio chamá-las casas de tolerância.

As nacionalistas são aquelas que mais abrigam uma quadrilha do que uma família. Não porque sejam os seus membros ferozmente desunidos; antes porque são unidos ferozmente. Unidos contra as outras casas.

Nesse ambiente, por mais educados que sejam os hábitos, conspira-se contra a cidade. Nesse reduto, nesse covil, em lugar da sementeira cívica, o que se prepara é o favoritismo, o que se manipula é o pistolão. Nessa casa, o de que se cuida é de arranjar empregos e vantagens para todos, desde que um tio ou um cunhado logrem atingir uma altitude de poder que lhes permita a distribuição privada da coisa pública.

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